quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Zoobotânico de Brusque recebe animais com deficiência pela primeira vez

O parque Zoobotânico de Brusque recebeu em maio, pela primeira vez, animais com algum tipo de deficiência. Cinco corujas-buraqueira e um bugio-ruivo –

vítimas de maus tratos – são os novos moradores do local.

Junto com eles, vieram outros animais sem problemas de saúde, como papagaios-do-peito-roxo, gralhas azul, maitacas bronzeadas, periquitãos-maracanã e jacuaçu.

Ao todo, são 22 novos bichos no parque.

As corujas ainda não estão disponíveis para a exposição, pois seus recintos estão em reformas e devem ser finalizados até o fim de junho. Nenhuma das aves

voa e a maioria tem as asas amputadas.

Já o bugio, que é filhote, possui um problema na coluna, gerado por ter crescido em uma gaiola que não comportou o seu tamanho. A sua mobilidade não é

como dos outros animais.

Todos os novos moradores chegaram no dia 8 de maio ao Zoobotânico e vieram do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina (Cetas), de Florianópolis,

que é associado à Polícia Ambiental e à Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

Há dois meses, com alguns recintos vagos, profissionais do parque de Brusque foram ao Cetas para conhecer os animais que estavam à disposição e escolher

os que trariam. Após isso, a Fatma fiscalizou os espaços e deu aval para trazê-los.

Animais rejeitados
A bióloga e coordenadora de Educação Ambiental do zoobotânico, Carla Molleri, afirma que foi uma escolha trazer os animais deficientes, que na maioria

das vezes são rejeitados em outros locais. Ela diz que placas informativas estão sendo confeccionadas para mostrar ao público que estes bichos têm algum

tipo de deficiência.

“A maioria dos zoológicos não querem expor um animal aleijado e acredito que a importância de tê-los no plantel seja o apelo que eles podem provocar no

público visitante, atentando para a importância dos zoológicos como ambiente de conservação de espécies e preservação ambiental”, diz Carla.

Ela acredita que a escolha irá ajudar a gerar consciência ambiental no público. “Poderemos exemplificar o que o porte ilegal de animais silvestres pode

acarretar na saúde do animal, impedindo-o de retornar a natureza”, explica.

A previsão é que nos próximos meses, com outros recintos liberados, novos animais sejam trazidos ao município. Atualmente são 160, sendo que destes 150

são selvagens. Há outros que não são, como patos e marrecos.

Bugiu filhote
Um outro bugiu filhote, cego de um olho, também está no Zoobotânico. Ele foi trazido pela Fundema há dois meses. Conforme a bióloga, a mãe do bugio foi

assassinada, e neste tiro que lhe atingiu, respingou um estilhaço no olho do filhote, lhe deixando cego.

Visitação
O Zoobotânico está aberto de terça-feira a domingo, das 8 às 17h30. O valor do ingresso é de R$ 5 e crianças até 5 anos e idosos acima de 60 anos não pagam.


Novos animais do parque
3 bugios-ruivo (Alouatta guariba clamitans)

5 Papagaio-do-peito-roxo (Amazona vinacea)

2 Gralha Azul (Cyanocorax caeruleus)

3 Maitaca bronzeada (Pionus maximiliani)

3 Periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus)

5 Corujas-Buraqueira (Athene cunicularia)

1 Jacuaçu (Penelope obscura)

Fonte: O Município

Inovação para quem sofre de cegueira

Estudo revelou que uma investigadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou a primeira retina com tecidos sintéticos.

Em comunicado, a universidade britânica diz que com a liderança de Vanessa Restrepo-Schild, o novo estudo é o primeiro a usar com sucesso tecidos biológicos

gerados em laboratório e que ao contrário dos implantes de retina artificial existentes, as culturas de células são criadas a partir de materiais naturais

biodegradáveis. Assim, o implante será menos invasivo do que o dispositivo mecânico e será improvável causar uma reação adversa no corpo. A equipa de Vanessa

Restrepo-Schild refere que a nova retina artificial, de dupla camada, imita uma retina humana que é composta por hidrogel (gel que tem água) e proteínas

de membrana celular.

A investigadora diz que “o material sintético pode gerar sinais elétricos que estimulam os neurónios na parte detrás do olho, tal como o faz a retina natural”.

Finaliza dizendo que pretende, ainda, aperfeiçoar as funcionalidades da retina, o reconhecimento das cores símbolos e formas.

Fonte:
http://boasnoticias.pt/inovacao-sofre-cegueira/

MAIS UMA OFICINA COM RECURSOS MULTISSENSORIAIS NO INSTITUTO TOMIE OHTAKE

O convite com fundo azul royal, escrito com letras brancas, é ilustrado no lado direito pela fotografia colorida, em plano detalhe, das mãos de um homem

e de uma mulher tocando a réplica da Fonte Monumental, escultura de Nicolina Vaz de Assis, composta por duas bacias de mármore branco. Lagostas de bronze

contornam a bacia maior e no topo da fonte, um pescador segura uma rede, rodeado por 4 sereias. No rodapé, as logomarcas dos patrocinadores, apoiadores

e realizadores sobre faixa branca.

Ministério da Cultura, Instituto Tomie Ohtake, Cateno e Cielo convidam para a oficina e contação de história com audiodescrição para pessoas com e sem

deficiência visual: NICOLINA, GEORGINA E LYGIA – TRÊS MULHERES ARTISTAS, uma atividade do Programa de Acessibilidade do Instituto Tomie Ohtake.

Data: 19 de agosto (sábado).
Horário: das 09:00 às 11:00 horas.
Local: Instituto Tomie Ohtake.
Endereço: Av. Faria Lima, 201 Pinheiros, SP (próximo ao metrô Faria Lima).
Participação gratuita. Vagas limitadas.
Inscrições pelo site:
www.institutotomieohtake.org.br
Pessoas com deficiência visual, favor confirmar presença por email:
marina@vercompalavras.com.br

Sobre a oficina: A oficina ministrada por Lívia Motta objetiva promover discussão, reflexão, conhecimento e um contato multissensorial com a história e

algumas obras das artistas Nicolina Vaz de Assis, Georgina Albuquerque e Lygia Clark. Pessoas com deficiência visual e pessoas sem deficiência poderão

participar das atividades de mediação com recursos táteis, sonoros e audiodescrição. Após a oficina, os participantes serão convidados a assistir a uma

sessão de contação de história relacionada à exposição: INVENÇÕES DA MULHER MODERNA, PARA ALÉM DE ANITA E TARSILA, a partir das 11:00 horas, também com

audiodescrição.

POR:
VERCOMPALAVRAS

Preparativos para a Copa do Mundo 2018 é tema de palestra acessível na Biblioteca Mário de Andrade

Evento contará com interpretação de libras disponibilizada pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência

Na próxima sexta-feira (18.08), a Biblioteca Mário de Andrade será palco da palestra “Vida Cultural na Rússia de hoje: Dicas para se Preparar para a Copa

2018”, que contará com tradução simultânea para Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O objetivo é mostrar a Rússia cotidiana, como costumes e tradições, bem como lugares históricos e interessantes voltados ao público brasileiro que viajará

para assistir os Jogos da Copa do Mundo de 2018. A palestrante será Alina Kaledina Ortega, professora de idioma russo do Clube de Cultura Russa.

Para o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, “a inserção de recursos de acessibilidade amplia a inclusão de surdos na cultura,

além da possibilidade ao turismo”.

O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, integra a ocupação Rússia, Uma

Criatura Dócil”, que conta com um mês inteiro de atividades, como oficinas, palestras, musica e cinema ligadas à cultura russa. Confira a programação completa

no link
http://bit.ly/2uJphXo
Serviço: Palestra: “Vida cultural na Rússia de hoje, dicas para se preparar para a Copa 2018”.
Ingresso: gratuito
Data: 18 de agosto
Horário: 16h (1h de duração)
Local: Biblioteca Mário de Andrade
Endereço: Rua da Consolação, 94 – Consolação.

fonte s m p e d

Com caras novas, Seleção feminina de Goalball inicia nova fase treinamento

Por CPB
Cheia de novidades, a Seleção Brasileira feminina de Goalball inicia mais uma etapa de treinamento no próximo sábado, 19, no Centro de Treinamento Paralímpico,

em São Paulo. A preparação tem como objetivo aprimorar o Brasil para os desafios do novo ciclo, que tem como principal evento os Jogos Paralímpicos de

Tóquio 2020.

A lista conta com caras novas, atletas que se destacaram nas competições regionais. Segundo o técnico Dailton Freitas, a oportunidade permitirá à comissão

técnica observa-las mais de perto, e a chance dada às jogadoras é uma possibilidade de renovação na seleção.

- A principal ideia desta convocação foi valorizar os regionais. Convocamos atletas que se destacaram nas cinco etapas e ao mesmo tempo observar novas

jogadoras. Pois a seleção necessita de uma renovação, e nada melhor que observar jovens talentos para esse ciclo. Temos muitas jogadoras no Brasil e também

muitas talentosas. Em duas fases de treinamento já avaliamos 15 atletas, então prova que estamos buscando dar chances a novas atletas e preparando uma

seleção jovem e competitiva neste ciclo – disse o treinador.

Com isso nomes mais badalados como Victória Nascimento e Carol Duarte não estão entre as convocadas. A II Fase de Treinamento acontece de 19 a 26 de agosto,

no CT Paralímpico, em São Paulo. Confira a lista de convocação.

Alaine Lillian da Silva (IBC-RJ)
Amanda Emilly Fernandes de Santana (Ierc-RN)
Amanda Machado Lopes (UEEJAA-PA)
Geovana Clara Costa de Moura (Adevirn-RN)
Giseli Ferreira da Silva (Fases-MG)
Jessica Gomes Vitorino (Uniace-DF)
Larissa Santos de Espírito (LMC-SP)
Moniza Aparecida de Lima (ICB-BA)

*Com informações da CBDV

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

CDH deve analisar regra para reconhecimento da condição de PCD

Uma regra transitória para o reconhecimento da condição de pessoas com deficiência (PCDs) é um dos itens na pauta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação

Participativa (CDH) desta quarta-feira (16). A reunião está marcada para as 11h.

O projeto (
PLS 84/2017 Site externo),
do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), cria mecanismos de avaliação que serão suficientes para a identificação da pessoa com deficiência até a regulamentação

definitiva pelo Poder Executivo. São laudos emitidos por profissionais habilitados para o reconhecimento de condições físicas, mentais, sensoriais ou funcionais

que, em razão de barreiras físicas, normativas ou operacionais, sujeitem a pessoa a restrições no acesso a bens, serviços e espaços, limitando a sua participação

plena e efetiva na sociedade e o exercício de seus direitos em igualdade de condições com os demais.

O projeto altera a
Lei 13.146/2015 Site externo,
que instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI). O senador argumenta que um dos aspectos mais relevantes dessa legislação é

a adoção do conceito biopsicossocial de pessoa com deficiência, pois isso reflete o entendimento de que a deficiência não é uma característica intrínseca

de um indivíduo, e sim o resultado de limites e barreiras impostos pela sociedade; o que pode levar à exclusão explícita ou a falhas na inclusão de pessoas

significativamente diferentes de um padrão socialmente construído.

“No entanto, a aplicabilidade da avaliação biopsicossocial foi expressamente condicionada à sua regulamentação por ato do Poder Executivo, e hoje, passados

dois anos da publicação da lei, ainda não existe esse regulamento”, ressalta o senador.

Celeridade

A proposição tem voto favorável do relator, senador Paulo Paim (PT-RS). Ele avalia que embora a questão seja importante para o governo, “nem sempre os

processos relacionados a políticas públicas são desenvolvidos com a celeridade que os grupos a que se destinam necessitam”.

No relatório, Paim destaca o caso específico da avaliação biopsicossocial. O senador lamenta que pessoas com deficiência estejam sendo privadas de seus

direitos, “porque não conseguem atender a defasados parâmetros de avaliação da sua condição estipulados por uma legislação antiga e em descompasso com

a LBI e com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”

“Muitas vezes, essas pessoas têm de recorrer ao Poder Judiciário, com o objetivo de afastar regulamentos e normas que não lhes reconhecem a condição de

pessoas com deficiência para o fim de exercer algum direito, o que não deixa de ser uma irônica barreira cultural à inclusão, erigida pelo próprio Estado”,

completa.

O projeto será votado em decisão terminativa na CDH, se for aprovado e não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, poderá seguir para análise

da Câmara dos Deputados.

Outras propostas

Na pauta da CDH há ainda outros 18 itens, entre eles, estão propostas que tratam da acessibilidade, como o
PLS 650/2011 Site externo,
que tem por objetivo garantir a adequação das unidades do Programa Minha Casa Minha Vida para idosos ou pessoas com deficiência; e o substitutivo ao Projeto

de Lei do Senado (PLS)
382/2011 Site externo,
que obriga centros de compra (shopping centers) a destinar pelo menos 5% dos brinquedos e equipamentos de suas áreas de lazer a pessoas com deficiência

ou com mobilidade reduzida.

Fonte:
Agência Senado Site externo

Governo do Estado de São Paulo assina 177 convênios e entrega equipamentos de acessibilidade para 62 bibliotecas

O Palácio dos Bandeirantes recebeu, nesta terça, 15, centenas de gestores públicos municipais e prefeitos do interior de São Paulo. O governador Geraldo

Alckmin anunciou repasse de R$ 33 milhões para 177 convênios voltados a atender as necessidades regionais de 146 municípios paulistas. Entre os convênios

firmados houve a assinatura do Termo de Cessão de Equipamentos do Projeto Acessibilidade em Bibliotecas, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos

da Pessoa com Deficiência de São Paulo, com entrega de equipamentos de acessibilidade a 55 municípios do Estado de São Paulo.

Secretária de Estado Dra. Linamara e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin

A cerimônia de assinatura de convênios contou também com a presença da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo

Battistella, além do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; o vice-governador Márcio França; e o Secretário Adjunto de Estado dos Direitos

da Pessoa com Deficiência, Luiz Carlos Lopes, que coordenou o Projeto Bibliotecas Acessíveis, entre outras autoridades.

Um dos equipamentos entregues aos municípios: lente aumentativa para pessoas com baixa visão

Dra. Linamara destacou a atenção do governo paulista aos 9 milhões de pessoas com deficiência presentes no Estado de São Paulo. Destacou a amplitude do

projeto Bibliotecas Acessíveis. “A cultura nos faz mais cidadãos, nos faz crescer e entender os valores éticos e humanistas de uma sociedade moderna. Com

a inclusão todos se beneficiam. Esse movimento que São Paulo lidera e a ONU reconhece, pois incluir está dentro dos objetivos do desenvolvimento sustentável.

Não é possível promover riquezas em um Estado que deixa alguém de fora e o governo do Geraldo Alckmin não deixa ninguém de fora”, observou.

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Dra. Linamara ao microfone diante de autoridades no Palácio do Governo de São Paulo

A Secretária ressaltou a importância de levar tecnologia para dentro das bibliotecas e das escolas e ir além. “Não são apenas 55 municípios contemplados

pelos equipamentos, mas vamos treinar, formar agentes! Cerca de 200 agentes serão treinados na lógica da inclusão. É um projeto ‘ganha-ganha’: ganha o

aluno, ganha o professor, ganha o município e ganha o Estado de São Paulo trabalhando na lógica de incluir a todos”, salientou.

Ao todo, 62 bibliotecas públicas do Estado de São Paulo receberão equipamentos acessíveis, distribuídos em dois Kits. O Kit Tipo 1 contém computador, ampliador

automático, scanner leitor de mesa, teclado ampliado, mouse estacionário e software de voz sintetizada para atuação com o software leitor de tela NVDA.

O Kit 2 contém todos os elementos do Kit 1 e acrescenta um display braile e impressora braile.

Secretária de Estado, Dra. Linamara, e governador Geraldo Alckmin

As bibliotecas públicas contempladas participaram de um concurso promovido em 2016 pela Secretaria, que selecionou bibliotecas que contam com projetos

de inclusão interessadas em receber os equipamentos.

“Com a assinatura destes convênios, estamos praticando dois princípios importantes: a descentralização, passando o recurso para a ponta, mais perto da

população; e a participação, investindo na parceria com os governos locais. São convênios importantes que assinamos com prefeituras e entidades, entre

Apaes e Santas Casas”, afirmou o governador Geraldo Alckmin.
Na área de esportes serão repassados recursos para os municípios realizarem as instalações de academias ao ar livre em 28 cidades paulistas. Cada academia

é composta de dez aparelhos, entre eles simulador de caminhada e legpress, todos com placas indicativas com sugestões de exercícios. A ação visa estimular

a prática esportiva nos municípios em locais com maiores demandas e necessidades sociais. Atualmente, há mais de 500 academias ao ar livre distribuídas

em todas as regiões do Estado de São Paulo.

Prefeitos receberam equipamentos de acessibilidade para 62 bibliotecas públicas

Na Saúde, foram autorizados 28 convênios, sendo cinco com entidades assistenciais e os demais com prefeituras, totalizando R$ 4 milhões. Os convênios contemplam

especialmente aquisição de ambulâncias, equipamentos e custeios de Santa Casa. Também o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito – programa que atua

para reduzir pela metade o número de fatalidades no trânsito até 2020, foi contemplado com mais de R$ 3 milhões para projetos de trânsito. Ao todo, este

ano, serão destinados R$ 100 milhões para 52 municípios. Também, na área da cultura, mais de R$ 1 milhão destinado à realização de oficinas de diversas

linguagens artísticas, envolvendo artes visuais, dança, fotografia, circo, literatura e gestão cultural.

fonte Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Pessoas com deficiências são discriminadas no Airbnb, indica estudo

Uma pessoa cega, por exemplo, é recusada em 49,7% das ocasiões, sendo que pessoas que não possuem deficiência têm média de 75,5% de aprovação

Um dos desafios do Airbnb é garantir que nenhum dos seus usuários se sinta discriminado. Esta tarefa, aparentemente, não está sendo fácil, sobretudo para

quem tem algum tipo de deficiência. Um estudo feito ao longo de seis meses com cerca de 3.800 pedidos de reserva indica que, infelizmente, esta é uma realidade

na plataforma de alojamento.

Segundo o estudo, pessoas com deficiência que não incluíram esta informação na plataforma foram aprovados por anfitriões das casas em 75,5% das ocasiões.

Porém, conta o The Verge que esta taxa de aprovação cai de acordo com o tipo de deficiência. Uma pessoa cega, por exemplo, é recusada em 49,7% das ocasiões,

enquanto pessoas com paralisia cerebral e lesões na medula espinhal têm uma taxa de aprovação de apenas 43,4% e 24,8%, respectivamente.

É interessante também constatar que mesmo que o Airbnb tenha introduzido medidas que visam combater este tipo de discriminação, não foram verificadas grandes

variações. Esta questão continua sendo um problema para os utilizadores dentro da plataforma de alojamento temporário.

Em reação, a empresa declarou ao New York Times que qualquer tipo de discriminação na plataforma da Airbnb resultará na eliminação permanente da plataforma.


Fonte: Notícia ao Minuto

Inclusão no ambiente de trabalho com o ensino de Libras

Conhecer os empregados e saber conversar com cada um deles é um detalhe fundamental para manter uma comunicação interna eficaz. E para as corporações que

acreditam na inclusão e na diversidade incorporar recursos de acessibilidade faz toda a diferença.

Um exemplo dessa dinâmica é o projeto da Mars Pet Nutrition Brasil, empresa que tem 17 funcionários com deficiência auditiva e apostou em um curso de Libras

(Língua Brasileira de Sinais) para melhorar o diálogo com esses funcionários e ampliar as relações dentro do ambiente de trabalho.

Participaram das aulas de Libras líderes diretos e indiretos, RH, assistente social e todas as áreas com as quais os funcionários que têm deficiência auditiva

manteriam contato. “A comunicação melhorou muito, tanto para os associados – como são chamados os funcionários – quanto para os líderes. Todos desenvolveram

novas formas de se relacionar”, ressalta Tatiana Godoi, diretora de recursos humanos da Mars.

A empresa investe na capacitação de pessoas com deficiência em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Ela ainda tem um profissional

do RH totalmente dedicado ao “Programa Todos Nós”. Esse funcionário gerencia a consultoria externa e auxilia no processo. Há também suporte de uma assistente

social e, em determinados casos, cuidadores contratados.

Fonte:
O Estado de S. Paulo Site externo

Cegueira poderá triplicar em 2050

A cegueira atinge 36 milhões de pessoas em todo o mundo, número que poderá triplicar em 2050, afetando sobretudo a Ásia e a África Subsariana.

De acordo com as estimativas apresentadas no estudo divulgado na publicação The Lancet Global Health., em 2050 haverá quase 115 milhões de cegos (mais

79 milhões face a 2015) e 588 milhões de pessoas com dificuldade de visão moderada a grave (mais 371 milhões) se os tratamentos não melhorarem.

O maior número de pessoas cegas vive no sul, leste e sudoeste da Ásia, sendo que a taxa de cegueira entre idosos é mais elevada no sul da Ásia e na África

Subsariana oriental e ocidental.

O estudo analisou a prevalência da cegueira e da deficiência visual em 188 países, entre 1990 e 2015, e faz projeções para 2020 e 2050.
Trata-se do primeiro trabalho a incluir dados sobre a presbiopia, uma anomalia da visão mais conhecida como "vista cansada" que afeta a capacidade de ler

e aparece com o envelhecimento, podendo ser corrigida com o uso de óculos.
Depois de um período em que as taxas de cegueira e de deficiência visual caíram, os números voltaram a subir à medida que a população mundial vai crescendo

e envelhecendo: em 2015 havia mais 5,4 milhões de cegos e mais 57 milhões de pessoas com dificuldade de visão moderada a severa do que em 1990.
Os autores do estudo alertam para a importância do investimento nos tratamentos, salientando que, entre 1990 e 2010, a prevalência da cegueira diminuiu

fruto dessa aposta.
"Investir em tratamentos já trouxe benefícios consideráveis, incluindo a melhoria da qualidade de vida", afirma o autor principal do estudo, Rupert Bourne,

da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, citado em comunicado pela The Lancet Global Health.

Fonte:
http://www.tsf.pt/sociedade/interior/cegueira-atinge-36-milhoes-em-todo-...

Profissão Repórter mostra o universo de deficientes auditivos e visuais

O Profissão Repórter dessa quarta-feira (16) mergulha no universo dos deficientes auditivos e visuais e mostra histórias surpreendentes de quem vive sem

esses sentidos.

Pessoas que não enxergam e também não ouvem sofrem de uma doença rara chamada Síndrome de Usher. O repórter Erik Von Poser mostra como elas conseguem se

comunicar: “digitando” a língua de sinais na palma da mão e tocando o queixo de quem está falando.

Scheila Alves, de Itajaí, Santa Catarina, chegou a São Paulo com a esperança de mudar a vida do filho Huan, de dois anos, que recebeu um implante coclear.

Durante a cirurgia, uma prótese foi instalada na parte interna do ouvido do menino. O repórter Estevan Muniz registrou o momento em que Huan, com surdez

profunda desde o nascimento, ouviu os primeiros sons da vida dele.

A repórter Isabella Faria mostrou histórias de recomeço: pessoas que perderam a visão na vida adulta e que agora precisam reaprender a fazer tarefas cotidianas,

como andar dentro da própria casa e cozinhar as refeições diárias.

Não perca! O Profissão Repórter vai ao ar às quartas, depois do futebol.
Fonte: site G1.com/Profissão Repórter.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mirante na Itália tem corrimão com braile

O mirante do Castelo de Santo Elmo, em Nápoles, no Sul da Itália, ganhou um corrimão com inscrições em braile, no começo do ano. A obra, que percorre todos

os caminhos e escadarias da Praça das Armas, amplia a experiência das pessoas com deficiência visual que visitam o local.

O trabalho, chamado “Follow the Shape”, é assinado pelo artista italiano Paolo Puddu, formado na Academia de Belas Artes da cidade. Sua criação ganhou

a 5ª edição do concurso “Uma obra para o castelo”, cujo tema era “Apenas um olhar — relações e encontros”. O evento teve a curadoria de Angela Tecce e

Claudia Borrelli, diretoras dos museus da Campânia e do Castelo de Santo Elmo, respectivamente.

No corrimão, foram colocadas frases do livro de 1919 “A Terra e o Homem”, do escritor napolitano Giuseppe De Lorenzo. A iniciativa permite que pessoas

com deficiência visual tenham acesso, em braile, à descrição da vista panorâmica da região da Campânia.

Fonte:
O Globo Site externo

8º Festival Assim Vivemos traz 32 filmes de 19 países

Com entrada franca, as sedes do Centro Cultural Banco do Brasil recebem o evento entre agosto, no Rio de Janeiro, e setembro, em Brasília e São Paulo
Trinta e dois filmes de 19 países integram a programação da 8º edição do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência que chega ao

Rio de Janeiro (de 16 a 28 de agosto), Brasília (5 a 17 de setembro) e São Paulo (20 de setembro a 1º de outubro) nas unidades do Centro Cultural do Banco

do Brasil. Além da exibição audiovisual, serão realizados quatro debates com os seguintes temas: A visão e os sentidos da arte; Corpo e movimento; Tecnologia

assistiva de ponta e Amor e relacionamento. Com entrada gratuita, o evento tem realização do Centro Cultural do Banco do Brasil, patrocínio do Banco do

Brasil e do Ministério da Cultura e produção da Lavoro Produções.

Inéditos, os documentários trazem histórias protagonizadas por pessoas com diversas deficiências como síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, atrofia

muscular espinhal, deficiência física, visual, auditiva e intelectual. Além de produções brasileiras, foram selecionados trabalhos de outros 18 países:

Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Suíça, Itália, Espanha, Polônia, Bulgária, Finlândia, Espanha, Turquia, Ucrânia, Tailândia, Alemanha, Rússia,

Índia, Myanmar e Letônia.

Entre as produções destacam-se “Eu sou Jeeja”, sobre a indiana Jeeja Ghosh, líder ativista pelos direitos dos que têm paralisia cerebral na Índia; “ 50

X Rio”, filme italiano que conta a história de Alex Zanardi, ex-campeão de fórmula Indy que se preparou para os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro e,

“Dois Mundos”, obra polonesa que mostra a família de Laura, garota de 12 anos que tem pais surdos.

Os curadores Lara Pozzobon e Gustavo Acioli acreditam que o evento cumpre duas funções: “ao mesmo tempo em que nos leva a refletir sobre aspectos fundamentais

da vida em sociedade e do autoconhecimento, também nos faz refletir sobre o nosso país, por meio da comparação com as mais diversas culturas e sociedades

representadas na nossa seleção. Tal comparação é sempre reveladora, principalmente quando descobrimos que somos mais avançados no que pensávamos que éramos

atrasados, e mais atrasados no que pensávamos que éramos avançados”.

“Em 2003, quando o CCBB exibiu a primeira edição do Assim Vivemos, as discussões sobre o tema eram muito reduzidas. Ainda há muito trabalho a ser feito,

mas acreditamos que o cinema, seja pelo filme de ficção ou pelo documentário, tem sido uma grande ferramenta de conscientização e o festival tem contribuído

bastante ao transportar o público para as mais diversas realidades e situações que envolvem a questão da deficiência.” reflete Fabio Cunha, gerente geral

do CCBB Rio.

Realizado a cada dois anos, o festival se mantém como o principal evento que celebra a inclusão cultural no Brasil. Ao primeiro, realizado em 2003 no Rio

de Janeiro e em Brasília, seguiram-se edições inéditas em 2005, 2007, 2009, 2011, 2013 e 2015. Desde 2009, São Paulo também abriga o festival. Em 2010

e 2012, foram feitas itinerâncias em outras cidades, como Belo Horizonte, Porto Alegre, Pelotas e Santa Cruz do Sul, ampliando seu alcance e possibilitando

que mais pessoas conhecessem o projeto e, através dos filmes, histórias de vida inspiradoras e altamente transformadoras.

Comprometido com a promoção de acessibilidade para todos os públicos, o festival oferece audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braille para

pessoas com deficiência visual; e legendas LSE nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates para as pessoas com deficiência auditiva. Pessoas com deficiência

física também contam com garantia de acessibilidade, uma vez que o Centro Cultural Banco do Brasil tem sua arquitetura concebida para o acesso de pessoas

com mobilidade reduzida e cadeirantes.

A lista dos filmes participantes segue abaixo e a programação completa está disponível no
site do festival Site externo.

Fonte: Assessoria

Em dez anos, triplica o número de alunos com deficiência em escolas regulares

No ensino médio da Escola Estadual Maurício Murgel, em Belo Horizonte, uma sequência de gestos pode explicar, por exemplo, a diferença entre ligações covalentes

e iônicas nas aulas de química. Nas turmas, estudantes e professores se comunicam tanto em português quanto na Língua Brasileira de Sinais (Libras), já

que nas classes há alunos surdos e pessoas sem qualquer limitação física ou intelectual.

O cenário reflete os esforços para a inclusão de estudantes com deficiência em turmas mistas nas instituições de ensino públicas e privadas mineiras. Nos

últimos dez anos, triplicou o número de crianças e adolescentes nessas condições matriculados em escolas comuns. O salto foi de 28 mil para 83 mil.

citação
“A convivência entre alunos com e sem deficiência é algo que sempre buscamos. Nossos alunos ouvintes aprenderam a língua de sinais para se comunicarem

com os colegas” (Denise Mundim Furtado, coordenadora pedagógica da E.E. Maurício Murgel)
fim da citação

O incentivo à criação de classes mistas é previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência, aprovado em 2015 como lei federal. Mas, ainda que a medida seja

observada nas salas de aula, a inclusão dessas pessoas no ambiente acadêmico segue como um grande desafio. Falta de apoio especializado, despreparo da

comunidade escolar, infraestrutura precária e turmas lotadas são alguns dos problemas apontados pelos estudantes, pedagogos e entidades de defesa dos direitos

dessa população.

Avanço
“A inserção no ensino regular é um grande avanço que democratiza os direitos das pessoas com deficiência”, afirma a coordenadora do Núcleo de Direitos

Humanos e Inclusão da PUC Minas, Carolina Resende. Para ela, as classes inclusivas representam o primeiro passo para o fim do modelo de escolas só para

deficientes, o que ela classifica como “segregação institucionalizada”. Mas Carolina acredita que as redes de ensino ainda não estão preparadas para receber

esses alunos.

A professora, que trabalha com a capacitação profissional de pessoas com deficiências diversas, conta que a maior parte delas termina o ciclo da educação

básica com severos déficits de aprendizagem, dificultando a inserção nos níveis de ensinos técnico e superior. “Muitos não estão nem alfabetizados”.

Referência
Dos 2 mil estudantes da escola Maurício Murgel, 47 possuem deficiência e estão em classes mistas. As aulas são ministradas em voz alta e traduzidas por

um intérprete de Libras, facilitando ao aluno o entendimento do que é dito.

Pela primeira vez, Edson Marques Sabino, 17 anos, estuda em uma escola comum. Deficiente auditivo, ele afirma que está se desenvolvendo mais rápido agora.

“Aprendo melhor do que na escola especial”.

Começar a conviver com ouvintes representa, para Edson, o desafio de conhecer uma nova cultura. “Estranhei um pouco no início, mas é importante termos

essa troca. O contato com ouvintes é bom para evoluirmos na sociedade e é essencial estarmos juntos. A inclusão está acontecendo aqui”, observa.

Fernanda Carvalho

Inclusão Emily

Depois de ficar cega, Emilly sofreu com a falta de compreensão dos antigos colegas de classe; hoje, a garota de 13 anos estuda no Instituto São Rafael


Aprendizado de qualidade é entrave na inclusão de estudantes

O principal entrave para a inclusão nas escolas comuns é o aprendizado de qualidade. A falta de preparo para atender às necessidades de Miriam do Couto,

de 16 anos, foi o que levou a adolescente cega a largar a escola em que estudava, em Alvinópolis, região Central do Estado. Nenhum dos docentes sabia ler

braille e a estudante não tinha apoio em sala de aula.

“A professora explicava a matéria para os outros alunos, eles escreviam tudo no caderno e eu ficava jogada em um canto, sem aprender nada”, conta. Hoje,

Miriam é aluna do Instituto São Rafael, escola especial que atende deficientes visuais na capital mineira.

citação
“Na escola comum eu tinha que escrever e fazer as contas o mais rápido possível, senão o professor apagava. Agora consigo copiar tudo no tempo certo” (Emilly

Carvalho, deficiente visual)
fim da citação

A entidade oferece cursos de capacitação, produz material em braille e em tinta para o ensino comum e dá suporte para instituições regulares. Diretora

do São Rafael, Juliany do Amaral acredita que as instituições especializadas devem apoiar as práticas de inclusão na rede comum. “A inclusão não veio para

fechar as escolas especiais. Somos aliados. Podemos e devemos ajudar a orientar os profissionais das instituições regulares a inserir os alunos com cuidado”.


Preconceito

Além de um ambiente com infraestrutura precária, a deficiente visual Emilly Carvalho, de 13 anos, teve que conviver com o preconceito dos colegas em uma

escola comum. “Sofri muito bullying depois de ficar cega. As pessoas da sala jogavam bolinha de papel em mim, pegavam meus materiais e saíam correndo.

Eles deviam ser mais compreensivos e gentis”.

Com a situação hostil, a mãe da menina se viu forçada a transferi-la para o São Rafael. Leila Aparecida Silva, de 39 anos, lamenta que a filha não tenha

conseguido seguir em uma classe mista pelo despreparo da instituição.

“Seria ótimo se a Emilly pudesse socializar com alunos videntes (que enxergam), mas essa inclusão só existe no papel, não há qualquer trabalho de orientação

aos estudantes e professores para lidar com as pessoas com limitações sem preconceitos”, argumenta.

Fernanda Carvalho

Miriam deficiente visual

Miriam largou a escola onde estudava em Alvinópolis, na região Central de Minas, porque os profissionais não estavam preparados para lidar com as limitações

dela

Em Minas, unidades especiais da rede estadual de ensino podem virar centros de apoio

O movimento de inserção das pessoas com deficiência no ensino comum reflete uma série de políticas voltadas para assegurar os direitos delas. No Brasil,

as matrículas de alunos com limitações nos colégios regulares cresceram 161% de 2007 a 2016, enquanto as escolas especiais deixaram de ser a primeira opção

de muitas famílias. Hoje, as instituições especializadas têm metade dos estudantes que tinham há dez anos.

Na rede estadual mineira, só 2.563 dos 43.002 dos deficientes matriculados estão em escolas especiais, conforme a Secretaria de Estado de Educação. Diretora

de Educação Especial da pasta, Ana Regina de Carvalho espera que até 2019 as instituições da rede deixem de ofertar o ensino especial e passem a funcionar

como centros de apoio para as demais escolas. Hoje, há 26 unidades especiais em Minas, enquanto 3.245 instituições estaduais regulares recebem alunos com

deficiência. “À medida que a inclusão se fortalece, as pessoas começam a buscar as escolas comuns”, diz.

Mudanças necessárias

Mas só colocar os estudantes em salas mistas não é suficiente, ressalta Rodrigo Mendes, presidente do Instituto Rodrigo Mendes, uma das referências na

defesa da inclusão das pessoas com deficiência em escolas comuns. Para ele, a inserção deve ser acompanhada por uma série de mudanças na estrutura e no

ambiente escolar e de preparo da equipe de ensino.

“Devemos investir continuamente na formação dos educadores e na adaptação da arquitetura da escola. É fundamental o planejamento das aulas, das estratégias

de ensino e do projeto pedagógico, além de utilizar material didático adequado às necessidades dos estudantes”, diz.

Editoria de Arte

Fonte: site do Jornal Hoje em Dia por Malu Damásio com fotos de Maurício Vieira e Fernanda Carvalho.

Governo acha irregularidade em 60 mil benefícios assistenciais

MAELI PRADO BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em busca de receitas e maior eficiência nos programas sociais, o governo deu início a um primeiro pente fino no

BPC (Benefício de Prestação Continuada), direcionado a idosos e deficientes de baixíssima renda, e encontrou 60 mil benefícios irregulares. Os cancelamentos

gerarão uma economia inicial estimada em R$ 670 milhões. O Ministério do Desenvolvimento Social encontrou 17 mil pagamentos a pessoas que já morreram.

Esses casos totalizam R$ 190 milhões por ano e já foram cancelados.

Em outro cruzamento de dados, foram identificadas 43 mil pessoas que recebem o recurso mesmo possuindo renda maior que o valor fixado para entrar no programa.

Uma redução ainda maior de custos é esperada em 2018, quando peritos verificarão in loco as condições físicas e de moradia dos beneficiários. Pelas regras,

têm direito a um salário mínimo deficientes incapacitados e pessoas acima de 65 anos, nos dois casos com renda familiar inferior a um quarto do piso. O

programa, que atende hoje a 2,48 milhões de deficientes e 1,99 milhão de idosos e custa R$ 50 bilhões, não era revisado desde 2008. As fiscalizações que

vêm sendo realizadas em programas como auxílio-doença, Bolsa Família e aposentadoria por invalidez são consideradas pelo Ministério do Planejamento uma

das fontes de receita para ajudar no cumprimento da meta fiscal. Essas varreduras, que geraram uma receita adicional superior a R$ 7 bilhões neste ano,

chegaram ao BPC. Entre julho e agosto, o Ministério do Desenvolvimento Social enviou cartas aos favorecidos pedindo que atualizem seus cadastros. A expectativa

é que até novembro R$ 480 milhões em incentivos sejam cancelados. "As revisões têm como objetivo dar mais eficiência ao gasto social, que cresceu muito

nos últimos anos sem revisões aprofundadas

. Há casos em que a doença não é incapacitante, e em que o usuário na verdade é candidato ao Bolsa Família, não ao BPC", diz o secretário executivo da

pasta, Alberto Beltrame. A diferença para as contas públicas é grande. O Bolsa Família paga, em média, R$ 181. O BPC concede R$ 937. O Desenvolvimento

Social aguarda o fim do pente fino do auxílio-doença para dar início à etapa mais aprofundada de revisão no BPC. "Estamos nos organizando para racionalizar

as visitas, focando somente nos casos em que é mais provável que a situação tenha mudado desde a concessão do benefício." As visitas vão avaliar não somente

as condições financeiras do beneficiário, mas também sua situação social -moradia, transporte e oportunidades de trabalho. "Ser cadeirante em São Paulo

é diferente de ser cadeirante no interior da Paraíba. São essas diferenças que a checagem também vai abordar", disse Beltrame.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Jovem de São Carlos é selecionado para ir ao Malawi ensinar música para deficientes

Gabriel dos Santos foi selecionado para participar do Move (Musicians and Organizers Volunteer Exchange), programa de intercâmbio para músicos.
Por Ana Marin*, G1 São Carlos e Araraquara
Morar em outro país e ensinar o que mais gosta de fazer a outras pessoas. Essa será a realidade nos próximos dez meses de um jovem de São Carlos (SP) que

foi selecionado para participar do Move (Musicians and Organizers Volunteer Exchange), programa de intercâmbio para músicos, no Malawi.

Gabriel Fabiano dos Santos, de 18 anos, estudou violoncelo durante seis meses no polo regional do
Projeto Guri
em São Carlos e participou do grupo de referência da unidade, Big Band. Atualmente, o jovem estuda licenciatura em música na Universidade Federal de São

Carlos (UFSCar) e seu principal instrumento é o piano .

O rapaz embarca para o país africano no dia 12 de agosto e, durante o intercâmbio, pretende implantar um projeto de música com deficientes.

“Pretendo levar a reflexão de que uma pessoa deficiente é um indivíduo social que merece ser tratado com os mesmos direitos que qualquer pessoa e fazer

parte de todo e qualquer meio, usando, para esses fins, a música como ferramenta”, disse ele ao G1.

Paixão pela música

Santos contou que a música sempre permeou sua vida e o os paise sempre o incentivaram a seguir carreira musical. “Não vivo sem e fico extremamente realizado

por ter minha vida girando em torno da música”, afirmou.

O estudante disse que após participar das duas primeiras etapas de seleção do projeto Move aguardou o resultado sem muitas expectativas.

citação
“Quando recebi a ligação, comecei a tremer. Reconheci a voz da coordenadora de projetos especiais e, ao receber a notícia, me emocionei demais. Chorei

e pulei de alegria assim que desliguei”, contou.
fim da citação
Gabriel dos Santos é um dos selecionados para o intercâmbio do Move (Foto: Divulgação/Projeto Guri)
Projeto

Questionado sobre como decidiu realizar um projeto com deficientes, o jovem relatou que na sua turma do Projeto Guri havia um deficiente visual e que percebia

as dificuldades do educador em querer evoluir todos os alunos, sem deixar ninguém para trás.

citação
“Me interessei nos problemas em relação ao ensino de música para deficientes visuais e, mais especificamente, na musicografia desenvolvida para eles. Ali

começou meu interesse e foi aprofundando através de trabalhos que fiz sobre o tema na faculdade”, declarou.
fim da citação

O jovem disse ainda que, durante o pré-curso que participou para o intercâmbio, surgiu a curiosidade sobre o envolvimento de deficientes no mundo da música

em Malawi.

citação
“Percebi que o assunto não é muito tratado por lá. Pretendo, então, desenvolver atividades que integrem os deficientes no meio da música e que gerem a

reflexão necessária sobre o tema”, justificou.
fim da citação

Mais do que trabalhar com a questão do deficiente na sociedade, Santos pretende desenvolver projetos que combatam o machismo. “Sempre com muita cautela,

tendo em mente que não irei mudar tudo num piscar de olhos, mas sim, que posso semear uma reflexão que talvez gere mudanças”, afirmou.

Jovens brasileiros que foram selecionados para o intercâmbio do Move (Foto: Divulgação/Projeto Guri)
Intercâmbio

O Move foi criado pela organização parceira JM Norway e promovido no Brasil pela Amigos do Guri, uma das gestoras do Projeto Guri, maior programa sociocultural

brasileiro, mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Além de Santos, outros cinco brasileiros participarão do programa de intercâmbio. Os jovens serão divididos em três duplas e irão viajar para Noruega,

Malawi e Moçambique.

Os músicos embarcam no dia 12 de agosto e durante os quinze primeiros dias participarão de um processo de capacitação em Oslo, na Noruega. O período de

integração tem a intenção de preparar o grupo para entender melhor a sociedade onde atuarão como voluntários e conhecer os conceitos que estruturam o Move

e a FK Norway. Após essa imersão, cada dupla seguirá seu destino.

*Sob supervisão de Fabio Rodrigues, do G1 São Carlos e Araraquara.

fonte g1

Prefeitura pagou R$ 6,9 milhões por tradução a deficientes que atendeu só 9%

uiz Fernando Toledo e Marco Antonio Carvalho

A Prefeitura de São Paulo gastou R$ 6,9 milhões por um serviço de tradução para cidadãos cegos e surdos (brailes e libra) que atendeu só 9% da população

prometida e ainda com atrasos e de forma incompleta. De 275 mil atendimentos à população previstos em contrato para os anos de 2015 e 2016, só 24,6 mil

foram realizados.

Isto aconteceu porque só parte do acordo foi executada: a empresa nunca entregou os 33 terminais de autoatendimento e 10 dispositivos Braille previstos,

que seriam instalados em diversos pontos. Além disso, o serviço de internet só começou a funcionar um ano depois de a empresa ganhar o edital, embora tenha

sido pago pelo poder público normalmente desde o começo.

O contrato para criar a Central de Interpretação de Libras foi firmado entre a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), por meio da Secretaria Municipal

da Pessoa com Deficiência (SMPED) e a empresa IMF Tecnologia e o serviço teve início em maio de 2015, com duração de 24 meses. Estava previsto atendimento

presencial, por telefone, internet e pelas centrais de autoatendimento. A ideia é que cidadãos pudessem pedir a tradução na hora de solicitar qualquer

serviço público.

As informações constam de uma auditoria produzida pela Controladoria Geral do Município divulgada nesta quarta-feira, 9. A investigação também constata

que a Prefeitura fez pagamentos adiantados de forma indevida à empresa no valor de R$ 230 mil.

Por causa da diferença entre o número de atendidos e o previsto, a CGM indica que houve "ineficiência no modo de cobrança do serviço." Se todos os atendimentos

combinados tivessem sido feitos, o custo médio por atendimento pago pela Prefeitura seria de R$ 22,99. Mas valor efetivamente pago foi de R$ 2,1 mil por

pessoa, uma diferença de 9.204,11%.

"Apesar da disparidade, não foi identificada qualquer iniciativa desta secretaria para que fosse alterado o contrato, de modo a adequar os valores cobrados

pelo serviço diante do atraso ocorrido para o início da utilização do aplicativo para atendimento e a própria adequação do mesmo a sua efetiva demanda",

diz o documento.

Alberto Pereira, assessor em inclusão e acessibilidade da Laramara - Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, lembra que a

lei brasileira de inclusão determina que os gestores públicos garantam acessibilidade às pessoas com deficiência, sob pena de improbidade administrativa.

Mesmo assim, diz, "infelizmente ainda existem poucas ações para gerar acessibilidade. E as que existem, muitas vezes são equivocadas",

A massoterapeuta Geisa Souza Santos, de 38 anos, que tem deficiência visual, reclama da falta de preparo nos equipamentos públicos. "Fui a um cartório

uma vez e ninguém sabia como lidar. Eu queria ler o que estou assinando em braile, mas não tem o serviço. Até forneceram um funcionário, mas eu falava

uma coisa e ele entendia outra. Escreveram algo completamente diferente do que eu tinha falado", reclamou. Nos hospitais, o problema persiste. "Não dá

para ir sozinha, tem de estar sempre acompanhada, dependendo da ajuda dos outros", diz.

Paralisação. Os serviços da IMF deveriam continuar acontecendo até maio, mas a gestão do prefeito João Doria (PSDB) decidiu interromper os pagamentos à

empresa depois de constatar as irregularidades. Desde março nenhuma das centrais está funcionando. A Prefeitura prometeu recorreu ao governo do Estado

para buscar atendimento emergencial nas prefeituras regionais.

A empresa atribui a culpa ao governo municipal e diz que não recebeu a infraestrutura tecnológica necessária da Prodam (empresa de tecnologia municipal)

para instalá-los. Já a SMPED informa fala em uma provável "divergência técnica" entre a Prodam e a empresa contratada, mas admite que o problema "não justifica

o pagamento por serviços não realizados." Já sobre o pagamento adiantado, diz que este foi feito "visando a real necessidade" da secretaria.

A gestão do prefeito João Doria (PSDB) informou, em nota, que os serviços de interpretação não foram totalmente interrompidos. O governo destacou o funcionamento

da SMPED de segunda à sexta, das 9h às 17h, com atendimento presencial de mediação na comunicação entre pessoas com deficiência auditiva, surdos e surdo-cegos.

Destacou ainda que está instalando um sistema para atendimento virtual nas prefeituras regionais, com apoio do governo do Estado.

Já o ex-prefeito Fernando Haddad, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a CGM foi criada por ele "com o objetivo de auxiliar a execução

de contratos com terceiros e fiscalizar a sua implementação. " Destacou ainda que a solicitação de auditoria partiu da própria secretaria da pessoa com

deficiência. Para a gestão anterior, nos termos do próprio despacho da cgm, ressalvado os contraditórios, se ficar provado q houve falhas na execução por

parte da empresa, ela deve ressarcir a prefeitura. Se houve concurso ou conluio de servidores, sempre garantido amplo direito de defesa, eles devem ser

processados.

Já o advogado da IMF Tecnologia , Marcos Martins, disse que a culpa da situação é da Prefeitura. "A empresa sempre teve por parte dela a tecnologia e o

pessoal para o oferecimento de serviços", diz.

Em relação aos atendimentos, diz que o pagamento foi feito pela prestação de serviço. "A precificação do contrato não se deu pelo número de atendimentos,

mas sim posições logadas, ou seja, pessoas que estão dando atendimento. Eles deixam de considerar que existe um tempo mínimo de atendimento e de espera.

Quem fez a quantificação foi a Prefeitura no edital e a empresa cumpriu com o que estava no edital. Se ela quantificou errado, isso não pode ser atribuído

à empresa. A empresa sempre teve a tecnologia à sua disposição, tinha funcionários trabalhando desde o primeiro dia do contrato. "

Veja o posicionamento completo da empresa:

"- Os terminais de autoatendimento e dispositivos não foram instalados porque a própria SMPED desautorizou em razão da ausência de tecnologia de responsabilidade

da PRODAM. A empresa possui atestado de capacidade técnica afirmando que sempre prestou os serviços a contento e que dispunha desde o início do contrato

de pessoal especializado e sistema para execução do serviço.

- O atestado de capacidade técnica emitido pela própria SMPED comprova de forma inequívoca que a IMF Tecnologia possuía toda a infraestrutura tecnológica

para execução dos atendimentos CIL via aplicativo e demais modalidades desde o início do contrato. A empresa reforça que atendeu a todas as demandas solicitas

pelos usuários e SMPED.

- 100% do que foi contratado foi executado pela IMF até a paralisação dos serviços. A empresa não recebe sua remuneração desde dezembro/2016. fonte  Estadão
Conteúdo

Funcionários públicos de SCS aprenderão Libras para ajudar no trabalho

A Sedef (Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida) iniciou um curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) no início do

mês, em São Caetano. O curso tem 265 inscritos, e desses, 51% são funcionários públicos que sentiram a necessidade de aprender a linguagem dos sinais para

melhorar o atendimento ao público.

O censo do IBGE de 2010 aponta que, em São Caetano, cerca de 8.000 pessoas têm alguma deficiência auditiva, seja total, parcial ou moderada.

Além da grande procura por parte de servidores públicos, a sociedade civil corresponde aos 49% dos inscritos, com idades entre 9 e 64 anos, o que superou

as expectativas da Sedef.

O curso de Libras traz duas inovações neste ano, sendo uma turma de gramática em Libras para surdos, que não aprendem a gramática comum, e o fornecimento

gratuito de todo o material didático necessário, elaborado por Marcelo e ilustrado pela mulher dele, Sandra Fontalvo Bessa de Lima.

*Com informações do DGABC

Fonte:
SãoCaetano.Info Site externo

Telefone do Serviço Atende passa a funcionar aos fins de semana e feriados 

O atendimento, que é gratuito, será ampliado a partir do dia 19

Os usuários do Serviço de Atendimento Especial (Atende) poderão ligar
para agendamentos também nos fins de semana e feriados. A Central de
Atendimento
funciona das 5h às 23h. Atualmente, a ligação só é recebida de segunda a
sexta-feira.

O objetivo da medida é dar maior rapidez e apoio aos cidadãos, segundo a
SPTrans. Pelo telefone, é possível agendar viagens eventuais ou cancelar
aquelas
já previstas em horário estendido. “Para muitas pessoas com deficiência,
o Atende é o único meio de transporte que assegura seu direito de ir e
vir. Por
isso queremos aprimorar cada vez mais esse serviço”, afirma o secretário
da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

Van do serviço Atende

Pela Central, além de agendar ou cancelar viagens, é possível informar
atrasos de veículos, pedir autorização para transportar equipamento
extra e tirar
dúvidas. São recebidas, em média, 15 mil ligações por mês. Os telefones
para contato são: 0800-155-234 e 3124-2600, respectivamente para
ligações de telefone
fixo e de celular.
O serviço

O Atende é um serviço de transporte gratuito oferecido para pessoas com
deficiência pela Prefeitura do Município de São Paulo, gerenciado pela
São Paulo
Transporte S.A, operado pelas empresas de transporte coletivo e
cooperativas de táxis acessíveis. Ele funciona todos os dias, exceto aos
feriados, das
7h às 20h.

O serviço é destinado exclusivamente às pessoas com deficiência física,
autismo ou surdocegueira, que não possuem condições para se locomoverem
sozinhas.
Os beneficiários têm o direito de realizar seis viagens regulares ao
longo da semana (conforme a programação informada previamente em um dos
postos de
atendimento da SPTrans) e uma viagem por mês para comparecer a qualquer
tipo de consulta médica, que deve ser agendada com 20 dias de antecedência.

A viagem é concluída quando a pessoa é levada de seu local de origem até
o destino e depois retorna ao ponto de partida. Além disso, instituições
podem
usar o transporte aos fins de semana para passeios. Nesse caso, o pedido
deve ser feito, no mínimo, dez dias antes do evento.

O artigo 46 da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) assegura às pessoas com
deficiência o direito ao transporte e à mobilidade. Ela determina a
eliminação
de todas as barreiras que impeçam o seu exercício.

Quem deseja utilizar o Atende deve se cadastrar previamente no serviço.
Para isso, é necessário retirar a Ficha de Avaliação Médica pelo site (
http://www.sptrans.com.br/pdf/bilhete_unico/FAM.pdf)
ou em um dos postos de atendimento da SPTrans e entregá-la preenchida
por um médico junto com CPF, RG, ou certidão de nascimento, se for menor
de idade,
e comprovante de residência (original e cópia). Na ocasião, a pessoa
também poderá informar a programação de viagens regulares.

Central de Atendimento do Serviço Atende

Telefone: 0800-155 234 (para ligar via telefone fixo) / 3124-2600 (para
ligar via celular)
Data: todos os dias, inclusive aos fins de semana e feriados
Horário: 5h às 23h

fonte s m p e d

Inovação e tendências do mercado digital nacional e internacional são alguns atrativos do EXPO Fórum de Marketing Digital

O evento conta com o apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e trará atrações com os maiores especialistas internacionais sobre o assunto


O Expo Fórum de Marketing Digital, que acontece nos dias 30 e 31 de agosto, no Transamerica Expo, em São Paulo, tem modelo inédito no país e investe em

formatos diferenciados nos palcos. O evento conta com o apoio da SMPED e apresentará conceituados workshops, painéis de debate e palestras.

Expo Fórum de Marketing Digital

Entre as atrações desta edição está um Talk Show comandado por Martha Gabriel, que entrevista Diogo Portugal, para abordar o tema "Da TV para o Digital:

Social Marketing e Engajamento Digital". Após o sucesso de 2016, o EXPO traz o Workshop Growth Marketing Conference diretamente do Vale do Silício, com

os maiores especialistas internacionais no assunto, liderados por Vasil Azarov, fundador do Growth Marketing Conference.

A programação será dividida em quatro palcos: Congress, Experience, What’s Next e Masters Seminars, cada um com um foco diferente. São esperadas cerca

de 3 mil pessoas dentre um público composto por anunciantes, profissionais da área de comunicação, marketing, publicidade, design, empreendedores, agências,

representantes de veículos de mídia, agentes digitais e empresas que desejam expandir suas ações no digital.

Idealizado e promovido pelo Digitalks, o EXPO Fórum de Marketing Digital trará informações úteis e atualizadas sobre o mercado nacional e internacional.

Também levantará discussões a respeito das principais práticas de mercado como, por exemplo, quais serão os próximos passos para executivos em posições

de liderança.

Todo o conteúdo foi pensado estrategicamente para superar as expectativas do público. Entre os palestrantes internacionais já confirmados para o Congresso

Internacional estão Brian Burlingame, CEO da JeffreyGroup, Clayton Wood, fundador da Growth Labs, Juan Felipe Rincón, Global Lead/Search Outreach do Google,

Katie Hutcherson, Director of Product da Adjust, Sujan Patel, Co-founder da Webprofits, e Vivian Hernandez, Manager da Wix.com.

A inscrição deve ser feita no site do Digitalks, através do link
https://digitalks.com.br/expo/.

Informações através do e-
mailforum@digitalks.com.br
ou do telefone (11) 3159-1458.

Sobre o Digitalks

O Digitalks é a principal empresa brasileira que leva conhecimento e oportunidades de negócios através de mais de 50 atividades anuais, preparando pessoas

e transformando empresas para a nova realidade digital.

Desde 2009, o Digitalks realiza eventos em todo o Brasil, dissemina conteúdo em diversos canais de comunicação –incluindo portal de notícias, revista e

TV Online––, realiza cursos de capacitação e conecta pessoas, incentivando a geração de negócios sólidos. Integrante do mesmo grupo corporativo do iMasters

e E-Commerce Brasil, a empresa tem como objetivo fomentar o setor digital.

Serviço

Expo Fórum de Marketing Digital
Data: 30 e 31 de agosto (quarta e quinta-feira)
Horário: das 9h às 19h
Local: Transamerica Expo - Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro
Informações:
forum@digitalks.com.br
e (11) 3159-1458

fonte s m p e d

domingo, 13 de agosto de 2017

McDonald’s contrata mãe para que filha com deficiência intelectual trabalhe melhor

A empresa contratou a mãe para acompanhar a filha que tem deficiência intelectual.

A jovem Ana Paula Cirilo, de 23 anos, nasceu com uma deficiência intelectual de origem congênita. A mãe, Maria da Conceição Cirilo, abdicou da própria

vida para cuidar dela.

Apesar da doença, Ana foi paratleta por 11 anos. Ela disputou diversas competições de velocidade e também foi saltadora em distância. Mas, há quatro anos,

ela abandonou o esporte para trabalhar com carteira assinada, numa franquia do
McDonald’s.

A mãe costumava acompanhar a filha da casa para o trabalho e buscá-la no final do expediente. O início não foi fácil, Ana, devido à doença, tinha convulsões

e a mãe era acionada. Quando ela passava mal, Maria da Conceição tinha que abandonar tudo o que estava fazendo para levar a filha ao hospital.

Foi assim durante dois anos, até o dia que a gerente do restaurante encontrou uma solução: contratar Maria da Conceição para trabalhar no mesmo local e

horário da filha. Dessa forma, ela poderia acompanhar de perto a rotina de Ana Paula. Esse é o segundo emprego da dona de casa com carteira assinada.

“Ela se sente mais segura com a mãe por perto e com isso seu rendimento melhorou muit0. As duas são ótimas funcionárias”, afirma a gerente Gilma Oliveira.


Ana Paula é só gratidão ao esforço da mãe que não trabalhava para cuidar dela. “Ela abdicou da vida para ficar ao meu lado, para cuidar de mim. E agora

trabalhar ao lado dela e ver a sua felicidade, também me deixa muito feliz.”

Maria da Conceição conta que a vida mudou depois que voltou a trabalhar. Até então, ela trabalhava em casa de família, lavando roupa ou cuidando de crianças,

mas sempre de olho em Ana Paula. “Quando o telefone tocava já ficava com o coração na mão. Agora estou sempre perto da minha filha. A gente vem e volta

para trabalhar juntas, é uma grande felicidade”, afirmou.

“Também me sinto realizada em ter tido uma chance. Na época, eu estava com 52 anos e tive a oportunidade de ter meu primeiro emprego com carteira assinada.

Não me sentia capaz. Mas acreditaram em mim e hoje sou muito feliz e agradecida”, falou Conceição.

Mas, elas têm mais um motivo para estarem felizes. Ana Paula descobriu que está grávida de seis meses da pequena Ana Júlia.

Fonte: Razões para Acreditar

Embarque na Viagem: 1º portal de turismo do Brasil com acessibilidade

O Portal EMBARQUE NA VIAGEM ganhou recurso de acessibilidade, para levar informações a deficientes auditivos, visuais (parciais), analfabetos funcionais,

daltônicos, disléxicos, pessoas com necessidades especiais físicas e sensoriais, além de pessoas com dificuldade de leitura.

A solução Rybená WEB, do
Grupo ICTS,
oferece às pessoas com necessidades especiais a possibilidade do entendimento dos textos das páginas da web de forma não tutelada. Usando tecnologia de

ponta, 100% nacional, a solução é capaz de traduzir textos do português para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e de converter português escrito para

voz falada no Brasil.

O Censo de 2010 apontou que 23,9% dos brasileiros (45,6 milhões de pessoas) têm deficiência auditiva, mental, motora ou visual dos quais 35 milhões têm

dificuldade de enxergar, mesmo de óculos, e 529 mil são cegos, sendo que existem mais de 10 milhões de surdos no Brasil. Aproximadamente 30% dos surdos

brasileiros não sabe ler português. Os restantes 70% sabem ler português, mas não têm entendimento claro desta língua. Para deixar o Embarque na Viagem

acessível para esse público, o Portal passa a oferecer a possibilidade do entendimento dos textos das nossas matérias, traduzindo do português para a Língua

Brasileira de Sinais (LIBRAS).

Para melhores formas de usabilidade da ferramenta, o usuário pode selecionar parte do texto, o texto completo ou até mesmo uma única palavra

Também existe a possibilidade de digitar o texto diretamente na ferramenta para buscar a tradução.

Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)
Passo-a-passo

Lista de 3 itens
• clique nas mãozinhas (no alto da página do lado direito)
• selecione o texto da notícia desejada
• aguarde alguns segundos e veja a tradução do avatar
fim da lista

Áudio
Passo-a-passo

Lista de 3 itens
• clique no “rostinho” (no alto da página do lado direito)
• selecione o texto da notícia desejada
• aguarde alguns segundo e ouça a leitura do avatar
fim da lista

Para fazer uso da ferramenta no smartphone é necessário baixar o app.

Fonte: Embarque na viagem

Filha inspira mãe a criar associação que faz próteses para pessoas que não têm mãos

Geane Poteriko, de São João do Ivaí, no norte do Paraná, é mãe da Dara, que nasceu sem uma das mãos. Grupo usa impressoras 3D para criar as próteses, que

são enviadas para todo o país.
Por RPC Maringá
Uma mãe de São João do Ivaí, no norte do Paraná, criou uma associação que faz próteses gratuitas para pessoas que não têm as mãos. Foi pensando em ajudar

a filha, a pequena Dara, que nasceu sem uma das mãos, que Geane Poteriko construiu uma rede de pesquisadores e voluntários que contribui para melhorar

a qualidade de vida de muitas pessoas.

A prótese é resultado da batalha incansável da mãe. Desde que a filha nasceu, Geane passou a buscar respostas. Descobriu que a menina teve a Síndrome da

Brida Amniótica, que provoca no feto a má formação de alguns membros, também chamada agenesia.

A partir do diagnóstico ela foi em busca de soluções, e viu que era possível fazer próteses usando uma impressora 3D.

A pequena Dara ganhou a dela há poucos meses, porque precisava completar 4 anos. Ao ver os progressos da filha a mãe já se sente realizada. “A gente sabe

até onde vai o amor de uma mãe pelo seu filho. É esse amor que motiva o nosso trabalho”, explica.

Antes mesmo da filha, Geane passou a ajudar outras pessoas, ao montar a Associaçao "Dar a mão", que fornece próteses de graça para adultos e crianças de

todo o país.

Tudo é coordenado por uma equipe de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, que desenvolve próteses de baixo custo, para garantir

a inclusão social.

“Uma criança com uma prótese que a gente desenvolve, ela consegue andar de bicicleta, tocar violão”, afirma o coordenador de Engenharia de Produção e Sistemas

PUC, Osires Canciglieri.

Para a pesquisadora Lúcia Miyake, se cada um doar um pouquinho da sua habilidade, é possível melhorar a situação de várias pessoas. “Talvez, diminuir a

limitação dela, e dar melhor qualidade de vida”, pontua.

E tem muita gente se doando, todos voluntários. O grupo que atua em São João do Ivaí é só uma pequena parte da rede de solidariedade que se formou no país,

para ajudar as pessoas que precisam de uma prótese.

Atualmente, são mais de 100 voluntários espalhados pelo Brasil. Médicos, engenheiros, enfermeiros, fisioterapeutas, donas de casa. Cada um fazendo uma

pequena parte: lixando, montando, até chegar na prótese em si. Como a usada pela Dara.

“A maioria da ajuda que nós recebemos, é com o serviço. Então, essas pessoas se dispõem a doar parte do seu tempo para poder nos atender. Nós temos um

banco de dados, onde nós conectamos as pessoas que precisam do atendimento aos profissionais que estão dispostos a atender”, explica Geane.

Foi assim que o voluntário Rodrigo Pirozzi chegou até a estilista Talita Caroline Bento, que queria uma prótese. Os dois moram em Maringá, e não se conheciam.


“Eu mandei um e-mail geral para a associação e eles me responderam falando que tinham um associado que era próximo da minha casa. Em seguida, o processo

foi super rápido”, conta a estilista.

A impressora que Rodrigo usa é resultado de uma vaquinha que fez entre amigos. Ele trabalha em casa, nas horas vagas. Para fazer uma prótese, são necessárias

30 horas.

“A satisfação de ver a pessoa ali... o primeiro sorriso que ela dá a hora que coloca o dispositivo na mão, é gratificante demais”, diz o voluntário.

Para Talita, o Rodrigo deu a ela o melhor que podia dar: o tempo. “É um gesto muito bonito dele e de todos que se dedicam. Não tem como agradecer”, declarou

Talita.

Fila de espera

Atualmente, cerca de 100 pessoas aguardam uma prótese de mão. O estudante Osni Ferreira é uma delas.

“Acredito que dentro de dois meses [receberá a prótese], devido ao dedo que eu tenho na mão, vai ser feita uma modelagem exclusiva”, comemora.

Osni se viu tão acolhido, que também passou a ajudar a associação. “Eu costumo dizer que aqui é a minha segunda família, não tem explicação, assim, para

dizer o apoio, o carinho, o respeito que eu tenho de todos da associação”, afirma.

Quem quiser ajudar ou tirar dúvidas sobre as próteses, pode entrar em contato pela
página do Facebook da Associação "Dar a Mão".
fonte g1

Com atrofia nas pernas e sem dinheiro para cadeira de rodas, menina de 8 anos usa skate para se locomover na Bahia

A mãe de Welen dos Santos Oliveira relata que a criança já nasceu com a deficiência.
Por TV Subaé
Com problema nas pernas, uma menina de 8 anos de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, usa um skate para se locomover. Essa foi a alternativa

que familiares e amigos encontraram para driblar a falta de recursos para comprar uma cadeira de rodas.

Welen dos Santos Oliveira nasceu com uma atrofia nas pernas e por isso não consegue andar. "Eu fiz o pré-natal certinho, tudo isso, só que no dia que eu

fui fazer o parto, que eu tive o parto cesárea porque eu sou diabética, ela nasceu com essa deficiência. No momento eu fiquei muito assustada, chorei bastante",

conta a mãe da garota, Adenisa Teixeira dos Santos.

Com dificuldade de locomoção, a garota começou a usar o skate. "Eu rodo tudo, né [sic]. Eu brinco com minhas amigas, faço tudo, brinco com meu irmão, né

[sic]. Eu rodo aqui tudo. Eu vou para a casa da minha tia, levo pra casa da minha avó também", conta Welen.

A família sabe que o ideal seria comprar uma cadeira de rodas, mas o problema é que a mãe dela ganha menos de um salário mínimo e tem muitos custos para

manter os dois filhos. "Eu pago transporte escolar, a escolinha, pago uma pessoa para ficar com ela, mas o que eu mais gasto é fralda, porque ela usa fralda

descartável ainda", relata Adenise.

Além do esforço, a mãe da garota tem contado com a ajuda de vizinhos e da família, tanto que a ideia do skate partiu justamente de um grupo de amigos.

Apesar das dificuldades, Adenise relata que a deficiência da filha só faz com que o amor cresça.

"Tenho muito amor por ela. Eu acho que se ela fosse 'normal', eu não teria tanto amor por ela como eu tenho por ela ser deficiente", diz Adenise. "Eu sinto

que ela ama eu [sic] no coração. E minha avó também. Toda a minha família", conta Welen.
 fonte  g1

sábado, 12 de agosto de 2017

Estudantes de escola pública desenvolvem projetos de acessibilidade para deficientes

Projeto busca incentivar uso da tecnologia para resolver problemas da comunidade. Adolescentes aprenderam noções de programação e de empreendedorismo.

Por Luiza Tenente, G1
pública, passaram uma semana em uma universidade particular de São Paulo desenvolvendo projetos
que usam a tecnologia para solucionar problemas da comunidade. Três grupos escolheram um objetivo específico: levar maior conforto a pessoas com deficiência.


Após assistirem a aulas e a workshops sobre engenharia e empreendedorismo, os jovens dessas equipes projetaram e programaram protótipos – usaram impressoras

3D, cortadoras a laser e outras máquinas de laboratório. Eles foram orientados por alunos de engenharia do Insper que participam do “TechEdu”, programa

que busca ensinar noções básicas de tecnologia para alunos do ensino público.

Aluna programa cortadora a laser para desenvolver projeto de 'mão motorizada'. (Foto: Luiza Tenente/G1)
Milena Maluli, do segundo ano de engenharia, passou seus últimos dias de férias colaborando com um projeto de auxílio a cadeirantes. “A gente quer mostrar

que os jovens podem usar a tecnologia para solucionar problemas. Aprendem a programar, a entender o usuário e melhorar o projeto a cada protótipo”, afirma.

Warlen Rodrigues, outro monitor, reforça a importância de mostrar aos estudantes a possibilidade de concretizar seus planos. “Com esses conceitos que a

gente passa para eles, dá para eles perceberem que as ideias são boas e que podem ser desenvolvidas”, diz.

Mão motorizada

Os alunos participantes foram selecionados pelo Ismart Online, plataforma virtual de estudos.

Um dos grupos é formado por seis meninas e um menino, todos alunos de diferentes escolas estaduais de São Paulo: Maysa Francisquini, Mariana Campos, Marianna

Moura, Manoela Souza, Maria Eduarda Alves, Marjhoree Bilandzic e Maicon Gambini. Eles perceberam que é incomum ver cadeirantes sozinhos em supermercados.

“Eles não conseguem alcançar as prateleiras mais altas sem a ajuda de alguém. Por isso, quisemos desenvolver uma prótese de braço, com uma mão robótica”,

diz Marianna.

Maria Eduarda é estudante de escola pública e quer colaborar para que os cadeirantes tenham mais autonomia. (Foto: Luiza Tenente/G1)
O protótipo inicial foi feito em papelão cortado a laser, com canudos, barbante, cola quente e elástico, e programado para ter o movimento dos dedos. Depois,

o projeto avançou para o MDF (tipo de madeira). Em setembro, os alunos vão se reunir novamente para concluir o projeto.

“Depois de a gente conseguir finalizar a mão motorizada, o objetivo vai ser acoplá-la em um carrinho de supermercado. Aí a pessoa com deficiência não precisa

se preocupar em ter alguém que empurre para ela. É só usar a mão motorizada para pegar o objeto que está no alto – e a máquina já coloca o produto no carrinho”,

explica Maysa.

Primeiro protótipo foi feito com papelão e barbantes. (Foto: Luiza Tenente/G1)
Óculos e tornozeleira

Outro grupo decidiu focar nas dificuldades de uma pessoa com deficiência visual conseguir andar na rua sem o auxílio de uma bengala ou de um cão-guia.

“A gente queria que o cego pudesse andar com as mãos livres”, diz Giselle Toledo, de 15 anos.

Grupo aprende noções de programação para desenvolver óculos e tornozeleira com sensores. (Foto: Luiza Tenente/G1)
Para concretizar o projeto, ela se uniu a Karina Deamo e a Selena Passos, também de 15 anos, para criar óculos e tornozeleiras com sensor. “Os óculos detectam

obstáculos que aparecem na altura da cabeça, como um orelhão ou uma placa, e apitam. Já a tornozeleira vibra se aparece algo pelo chão”, explica Karina.


Pulseira com sensor

As pessoas com deficiência visual também foram o público-alvo do grupo de Nicolas Steigmann, Luiz Henrique de Paula, Thomas Pilnik, Miriã Gonçalves e Nathan

Avoletta. Alguns integrantes da equipe conheciam cegos que enfrentavam um mesmo problema: não encontravam utensílios básicos em casa, como a carteira,

a chave ou a bengala.

Equipe programa pulseira para ajudar pessoas com deficiência visual. (Foto: Luiza Tenente/G1)
A solução foi criar uma pulseira com sensor. “A pessoa precisaria colar um adesivo específico nos objetos que ela quer monitorar. Aí, quando apertar o

botão da pulseira, esses itens disparam um alarme”, explica Nicolas.

Pela audição, os cegos conseguiriam facilmente localizar seus pertences. “A gente quer dar mais autonomia a eles”, completa.
fonte g1

Projeto Surdofoto ensina fotografia para deficientes auditivos

Projeto Surdofoto ensina fotografia para deficientes auditivos
Conheça o projeto Surdofoto, que se dedica ao ensino da fotografia para deficientes auditivos por meio da língua brasileira de sinais (Libras)
Tudo começou quando o professor Cristiano Carvalho foi abordado por uma jovem artista ao fim de um curso de fotografia em 2011. Elise Milani, surda, propôs

o ensino dessa arte para deficientes auditivos. “Esse foi o meu primeiro contato com a comunidade surda. Elise passou a trabalhar comigo como auxiliar

e, com o tempo, fui aprendendo a língua brasileira de sinais (Libras)”, relata o professor. Foram diversas turmas informais de fotografia atendidas dentro

da Pastoral do Surdo, na 914 Sul.
Entre emoções e aprendizados, Cristiano fundou o projeto Surdofoto um ano depois, ministrado na Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos (Apada).

“Em 2012, surgiu o interesse de criar um projeto definitivo. Foi quando me juntei à mestre em linguística e educadora de surdos Isabela Gurgel e à cineasta

brasiliense Madalena Schnabel para criarmos o projeto Surdofoto”, explica.

início do grupo O curso funciona com programação anual e tem capacidade para duas turmas de 20 alunos
Elise Milani/Divulgação - 19/2/16
O curso funciona com programação anual e tem capacidade para duas turmas de 20 alunos
fim do grupo

Hoje, aos 32 anos, Elise trabalha em uma empresa pública como auxiliar administrativo, mas investe em trabalhos fotográficos autorais. Uma das vantagens

do Surdofoto, segundo Elise, é o diálogo instantâneo entre aluno e professor pelos sinais, em Libras. “Libras é a nossa língua. Não precisa de intérprete

ou intermediário. Isso ajuda a entender o conteúdo com maior rapidez.”
Ex-aluna e, agora fotógrafa, Celyse Sasse, 26, faz pós-graduação em ortodontia e comenta sobre o que a iniciativa de Elise e de Cristiano significa. “O

Surdofoto representa a minha mais perfeita identidade. Esse projeto me traz segurança. É uma experiência de convívio que expressa nosso cotidiano, como

enxergamos o mundo. Nós, surdos, não conseguimos extrair dos sons os sentimentos e as emoções.”
O curso funciona com programação anual e tem capacidade para duas turmas de 20 alunos. Os professores são voluntários. Os parceiros fornecem a infraestrutura

para a ministração dos conteúdos, além de oficinas de fotografia gratuitas para a comunidade surda.

Os objetivos ultrapassam a simples relação de manusear uma câmera. Por meio dos instantes clicados, o projeto oferece um modo de expressão e proporciona

oportunidades aos surdos de conhecer e participar das artes. “Os resultados são imagens que retratam os sentimentos de quem vive no silêncio”, comenta

Cristiano.
Foco
O clique fixa um momento singular. A visão é o sentido mais aguçado dos deficientes auditivos. Os alunos — concentrados — experimentam as diversas possibilidades

de cada momento eternizado. “Expressamos-nos pelo olhar, e a fotografia consegue captar os momentos mais significativos de nossos sentimentos. Conseguimos

demonstrar como vemos o mundo ao nosso redor e não apenas registrar o momento inesperado de forma simples”, esclarece Celyse.
Silêncio. As mãos do professor falam. Ensina-se os aspectos básicos da fotografia. Como se fossem versos, escrevem com a luz aquilo que enxergam. “Eu gosto

de usar o termo ‘poesia visual’ para meu trabalho. Gosto quando as pessoas olham as imagens que faço e ficam pensando. Quero que eles vejam e reflitam

sobre as minhas fotos e sobre o que elas ‘falam’”, destaca a poeta-fotógrafa Celyse.

Percalços
Apesar de todo esforço investido, o projeto passa por dificuldades. O professor Cristiano não esconde: “Estamos no momento sem apoio de governos. Os estudantes,

em sua maioria, são de baixa renda. Além disso, os alunos que optam por se profissionalizar têm a dificuldade de adquirir equipamentos para dar continuidade

ao trabalho com fotografia.”
A maior adversidade apontada pelo professor, no curso básico de fotografia, é a falta de material profissional. Há quatro máquinas fotográficas disponíveis

para um total de 20 alunos por turma. “Nosso maior desafio é adquirir mais equipamentos para poder dar aula prática aos meninos. Uma máquina para cada

dois alunos seria o ideal.”
A arte não se limita a questões físicas. Apesar disso, Celyse Sasse relata ao Correio que ainda existe preconceito quando descobrem que ela é surda. “Só

porque somos surdos, será que não somos capazes? Só porque não escutamos, não somos capazes de sentirmos o momento?”, indaga. Ela também não esconde o

desejo de seguir carreira fotográfica e desabafa: “Quando alguém admira meus trabalhos, mas descobre a minha condição, fica com o pé atrás, não acredita

na minha capacidade ou até pensa que a foto é montagem”, conclui.
* Estagiário sob supervisão de José Carlos Vieira

Exposição
Fotógrafo, detentor do prestigiado prêmio World Press Photo, em 2000, Olivier Boëls dará início ao projeto Vozes da alma. Com apoio do Fundo de Apoio à

Cultura (FAC), a iniciativa se destina exclusivamente para surdos que queiram mergulhar no universo da fotografia. Os estudantes terão 30 encontros com

aulas teóricas e práticas. O projeto é assinado por Nísia Sacco e Boëls em parceria com Surdofoto e Ashram Photo. Vozes da Alma culminará em uma exposição

que acontecerá em junho de 2018, no Museu Nacional da República. Interessados em participar do
projeto deverão enviar e-mail para
milarepaproducoes@gmail.com
 ou mensagem para o número (61) 98180-4044.

Acessibilidade
Elise Sasse percebe mudanças com a preocupação e conscientização de algumas instituições a respeito da acessibilidade, como o Centro Cultural Banco do

Brasil (CCBB). “Antes não havia quase nada para surdos. Os artistas (e as instituições) estão percebendo e começando a colocar intérpretes em suas exposições

na cidade. Isso é muito bom. O CCBB é exemplo disso”. O CCBB oferece de forma gratuita visitas às exposições mediadas em libras, mediante agendamento prévio.

Os dias disponíveis são de quinta a sábado, das 9h às 16h. Telefones para agendamento: 3108-7623 e
3108-7624.

Participe
Os interessados em fazer parte do Surdofoto devem enviar mensagem para o e-mail da coordenadora
isabellagurgel@gmail.com.
Para doações, contactar o professor
Cristiano Carvalho (61) 98116-2528. Página do Surdofoto no Facebook:
www.facebook.com/surdofotoclube
fonte correio brasiliense

Feira de acessibilidade traz palestras e atendimentos gratuitos

Evento dedicado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida acontece nos dias 15, 16 e 17 de setembro no Campo de Marte
De 15 a 17 de setembro acontece a 3ª edição da Mobility & Show SP no Campo de Marte. Com entrada, estacionamento e atendimentos gratuitos, o evento reunirá

empresas fornecedoras de produtos e serviços que viabilizam a mobilidade e a melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas com deficiência.

Montadoras e adaptadoras de veículos, autoescolas, despachantes, clínicas médicas, cadeira de rodas e todo tipo de fabricantes de produtos e equipamentos

de Tecnologia Assistiva Geral, participam da feira trazendo novidades do setor, além de atendimento gratuito para tirar dúvidas sobre direitos, benefícios

e isenções.

“Essa será mais uma edição que promete ficar para história. Estamos crescendo ano após ano e o público que comparecer vai poder conferir todas as novidades

e o que há de mais recente em tecnologia assistiva”, conta Rodrigo Rosso, diretor e promotor do evento.

Segundo o Censo de 2010, existem no Brasil mais de 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização

Mundial de Saúde (OMS) indicam que mais de 500 pessoas por dia nascem ou se tornam uma pessoa com deficiência, seja por acidentes de transito, violência

urbana, acidentes de trabalho, práticas de esportes radicais e outros fatores.

A Mobility & Show SP 2017 contará com banheiros adaptados, auditório com palestras e workshops, praça de alimentação com food trucks e palco para shows

com apresentações ao vivo todos os dias do evento, com artistas com deficiência.

Outro grande destaque é uma área de Test Drive gratuito com quase 2 km de pista, cerca de 70 modelos de carros adaptados de mais de 16 marcas diferentes

e instrutores especializados.

Para receber os visitantes, o evento disponibilizará transporte gratuito e adaptado de ida e volta na Estação de Metro Portuguesa-Tietê. Também serão oferecidos

triciclos motorizados, cadeiras de rodas para empréstimo àqueles que têm maior dificuldade de locomoção para tráfego interno na feira, e voluntários para

acompanhar pessoas com deficiência visual, idosos e pessoas com mobilidade reduzida dentro do espaço, durante a visitação.

A primeira edição da Mobility & Show SP aconteceu em setembro de 2015, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo/SP. O evento contou com 20 expositores

e recebeu 3 mil pessoas, realizando quase mil test-drives com carros adaptados de 5 marcas em pista.

A segunda edição, em 2016, teve resultados ainda melhores, impactando muito mais pessoas! Foram quase 6 mil visitantes e 2 mil test-drives em apenas 3

dias de evento. Mais de 40 expositores – entre eles, 15 marcas de automóveis.

Este ano, aconteceu pela primeira vez uma edição do evento no RJ recebeu mais de 4,5 mil pessoas na Marina da Glória e foi considerada mais um sucesso!


Para essa edição de SP em setembro, no Campo de Marte, a previsão da organização é receber mais de 8 mil pessoas e realizar aproximadamente 3 mil test-drives.


Mobility & Show SP 2017
Quando: de 15 a 17/9, sexta-feira, das 12h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 18h.
Onde: Campo de Marte
Endereço: Av. Santos Dumont, 1979 – Santana, São Paulo – SP
Tel.: 11 3873-1525 ou 0800 772 6612
Obs.: Entrada, Estacionamento e Atendimento Gratuitos
Credenciamento Antecipado no
site do evento Site externo

Fonte: Assessoria

via vida mais livre

O QUE MORA NO ESCURO COM AUDIODESCRIÇÃO E LIBRAS NO ITAÚ CULTURAL

Fotografia colorida, em plano americano (das coxas para cima), dos dois amigos aventureiros Nina (Fabiana Loiola) e Théo(Elton Monteiro), com o cão-guia

Mosca. Nina é uma garota sorridente, usa um boné cinza sobre os cabelos castanhos longos e camisa branca. Théo é um menino de cabelos crespos e pretos.

Veste colete marrom sobre camisa bege. Atrás deles, estão três personagens com rostos pintados de branco, macacão e capuz, todos sorridentes, segurando

grandes objetos como uma boca vermelha, dois olhos arregalados e um facão, no meio de uma escada de alumínio aberta.
Nos dias 12 e 13 de agosto, o FIM DE SEMANA EM FAMÍLIA do ITAÚ CULTURAL apresenta o espetáculo O QUE MORA NO ESCURO, da Cia O Trem, que de forma leve e

lúdica mostra todos os perigos que vivem em uma casa. Os amigos Theo e Nina se transformam em super-heróis para vencer os medos, com a ajuda do cão-guia

Mosca. O espetáculo tem audiodescrição e LIBRAS.

Datas: 12 de agosto (sábado) e 13 de agosto (domingo).
Horário: 16:00 horas.
Duração: 60 minutos.
Local: Itaú Cultural, Sala Itaú Cultural (piso térreo).
Endereço: Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo, SP. (próximo ao Metrô Brigadeiro)
Entrada gratuita (224 lugares) – distribuição de ingressos a partir das 14:00 horas.
Favor confirmar seu interesse pelo email:
marina@vercompalavras.com.br
Chegue cedo para garantir seu convite.

Sobre o espetáculo: A peça O que Mora no Escuro narra a história de Theo e Nina, que se transformam em super-heróis para vencer seus próprios medos. Ambos

contam com a ajuda do cão-guia de Nina, Mosca, que irá auxiliá-los no combate aos monstros de uma casa mal-assombrada. O elenco é formado ainda por bonecos

confeccionados especialmente para o espetáculo pelo grupo mineiro Giramundo. Escrita e dirigida por Livia Gaudencio, a peça conta com trilha sonora composta

por Leo Mendonza e que tem como referência o cartoon e a linguagem HQ.

Oficina de brincadeiras tradicionais: a equipe da Casa Mestre Ananias convida as crianças para participar do samba de roda, do roda-pião e do preparo
da paçoca no pilão, que será distribuída aos participantes no final da oficina. Das 14:00 às 15:00 horas. Esta oficina contará interpretação em LIBRAS.


POR:
VERCOMPALAVRAS

Vida real: o dançarino que sonha voltar a ouvir

Caminhando juntos pela rua, mãe e filho mais parecem dois irmãos indo para a escola. Ela, com a mochila nas costas, calça jeans e tênis. Ele, de óculos

escuros, boné e casaco moletom. Dona Elinor Gonçalves e o filho, Guilherme, sempre cultivaram uma boa relação. “Conversamos sobre tudo e ele nunca me
causou problema”, conta a mãe. Doméstica por profissão, para poder trabalhar deixava o garoto todos os dias aos cuidados da avó, Teresa. Foi também na

convivência com a avó que ele aprendeu valores fundamentais. “Uma das coisas que ela me ensinou é tratar todas as pessoas com muito respeito”, diz.

Sempre muito educado e cercado de bons amigos, Guilherme foi se revelando uma liderança nas instituições de ensino em que passou. Na Escola Estadual Nossa

Senhora do Rosário, do Bairro Independência, por exemplo, liderou o Grêmio Estudantil, o que mais tarde o levaria a assumir também a União dos Estudantes

Santa-Cruzenses (Uesc). Enquanto ativista, participou de manifestações em favor dos professores, defendeu o direito das mulheres e mobilizou colegas de

escola para gritar contra a corrupção.

A maior de suas paixões, no entanto, sempre foi a dança. Com dez anos de idade já cantava e dançava pela sala de casa. Depois, na escola, incentivado pela

então professora Margaret Rodrigues, criou coreografias e desenvolveu seu próprio estilo. Foi como estudante do ensino médio que iniciou voluntariamente

oficinas de dança para um grupo de alunos surdos do educandário. “Sempre admiramos e apoiamos o trabalho dele. Embora não seja mais aluno da escola, ele

continua com a dança para surdos e ouvintes”, elogia a diretora, Gláucia Maria Etges.

O desfecho dessa história você pode conferir na carta que ele escreveu e que reproduzimos abaixo. Nela, revela seus sonhos, a superação apesar das limitações

e, especialmente, a possibilidade de resolver um problema que o acompanha desde a infância. Hoje com 25 anos, podemos atestar que o jovem Guilherme é daquelas

pessoas que realmente merecem o apoio de todos nós.
Foto: Lula Helfer

Carta de Guilherme

“Olá, estou escrevendo esta carta pra contar minha história de vida, da deficiência auditiva que adquiri e como interajo com ela na dança, dos anseios

e frustrações que tenho na vida e como imagino ser meu futuro. Meu maior sonho é ser um professor de dança. Também almejo casar e ter minha própria família,

adquirir meus próprios bens, ter meu estúdio de dança, viver da minha arte como profissional.

Aos 10 anos de idade comecei a ter chiados nos ouvidos e falei para minha mãe. Ela me levou ao médico, mas infelizmente, por avaliações equivocadas ou

incompletas não detectaram o problema e falaram estar tudo normal. E por ouvir sempre as mesmas explicações fui me acostumando. Com a maioridade fui procurar

emprego. Na empresa que fiz minha entrevista fiz teste de audiometria, e nesse exame fui diagnosticado com perda severa de audição em ambos os ouvidos.


Fiquei por anos em fila de espera para um atendimento com especialista, até me deparar com os problemas que todos nós deficientes auditivos nos deparamos:

o alto custo de um aparelho, que, no meu caso, ajudaria na condição da melhora auditiva. Estou cursando Educação Física na Universidade de Santa Cruz (Unisc),

colocando meus sonhos em prática, acreditando que sou capaz e que posso fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

Amo ser professor, amo dançar, e se faço as coisas com amor acredito ser possível que os sonhos se tornem realidade. Com ajuda de um anjo chamado professora

Úrsula (Müller), e tomando ciência de minha condição, ela me levou em consultas e hoje tenho um aparelho para testes, de forma comodato, e que custa R$

15 mil. Peço a ajuda de pessoas como você, que está lendo essa mensagem e que também acredita como eu, na esperança e no amor, e assim eu consiga adquirir

este aparelho de forma definitiva”. Quem quiser colaborar com Guilherme é só acessar o
endereço no site Vakinha
ou fazer contato pelo telefone (51) 9 81613610.

São Carlos tem exposição interativa idealizada para pessoas com deficiência

Mostra conta com audiodescrição e textos em braille e português ampliado sobre as obras.
Por G1 São Carlos e Araraquara
O Paço Municipal de São Carlos (SP) sedia até o dia 29 de setembro a exposição "Grandes nomes, grandes feitos". Com audiodescrição e textos em braile e

português ampliado sobre as obras, a mostra pode ser apreciada por todos os públicos e tem entrada gratuita.

O evento integra a 7ª Virada Inclusiva e apresenta 12 personalidades com algum tipo de deficiência que marcaram diferentes áreas do conhecimento. São elas:

Anita Malfatti, Ludwig Van Beethoven, Cândido Pinto de Melo, Dorina Nowil, Evgen Bavcar, Helen Keller, Henrietta Swan Leavitt, Homero, Maria de Lourdes

Guarda, Franklin Roosevelt, Stevie Wonder e Temple Grandin.

Exposição ocorre até 29 de setembro (Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Carlos )
As obras promovem interação sensorial, fazendo referência às habilidades dos personagens, que lutaram por direitos humanos e pelo acesso à arte e à cultura,

e podem ser apreciadas das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Rua Episcopal, 1.575, no Centro.

Instalações promovem interação sensorial (Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Carlos )
 fonte  g1

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Brasil: Projeto da Unesc vai promover a inclusão de pessoas com deficiência

Um projeto de extensão da Unesc vai promover ações de inclusão produtiva a pessoas com deficiência. Os alunos dos cursos de Administração, Direito, Ciências

Econômicas, Engenharia de Agrimensura, Letras e do Mestrado em Desenvolvimento Socioeconômico vão trabalhar para fomentar reflexões sobre acessibilidade,

deficiências, educação, inclusão, garantia de direitos, cidadania e protagonismo.

As atividades, realizadas pelos acadêmicos da Universidade, vão monitorar as condições socioeconômicas desse público e buscar soluções, por meio de debates

na comunidade do Bairro Cristo Redentor sobre o tema “Pessoas com deficiência e inserção produtiva”.

As ações do projeto “Inclusão Produtiva de Pessoas com Deficiência: caminhos para a mitigação das barreiras da educação e da acessibilidade urbana” serão

baseadas na formação “Desenvolvimento e capacitação através do reforço no letramento, práticas de linguagem e treinamento em empreendedorismo social”,

com o objetivo de ser adaptado para a replicação, continuidade e aplicação nas localidades atendidas pela Abadeus, parceira da ação.

Os trabalhos serão coordenados pela professora doutora Natalia Martins Gonçalves, com participação da professora doutora Melissa Watanabe e da professora

Daniela Arns Da Silveira, além das bolsistas Beatris Pizzoni de Freitas, Juliana Justino dos Santos e Miriam Fernandes do curso de Letras; Nadioreth Samba

Carimba Feliciano, do curso de Economia, e Tayná Amador da Rosa, do curso de Direito.

O projeto está vinculado aos grupos de pesquisa “Percepção dos acadêmicos com deficiência sobre a acessibilidade na Unesc”, “Inovação, Educação e Empreendedorismo

Social”, “Núcleo de Estudos Contábeis” e “LITTERA”.
Colaboração: Comunicação Unesc

Fonte:
http://radiohulhanegra.com.br/projeto-da-unesc-vai-promover-a-inclusao-d...

Pirenópolis oferece ecoturismo com acessibilidade

Cachoeiras e construções históricas possuem adaptações para receber pessoas com deficiências física e/ou visual.

Fazenda preserva resquícios da extração de ouro e metais preciosos do século XIX.

Além do centro histórico, a cidade de Pirenópolis (GO) também oferece paisagens para o turismo de natureza. Um desses refúgios ecológicos é uma chácara

localizada ao pé da Serra dos Pireneus e que fica às margens do Rio das Almas. A propriedade guarda resquícios da extração de minérios na região, que foi

intensa entre os séculos XVIII e XIX. A extração das pedras tem sido substituída pelo turismo.

Aberto à visitação, o espaço foi adaptado para permitir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes. O local também foi equipado com sinais

sonoros e sinalização em braille, para acolher o público com deficiência visual.

Boa parte do labirinto de 900 metros pode ser feito por cadeirantes, idosos e demais pessoas com mobilidade reduzida. Se o visitante se cansar, basta aproveitar

as redes, os balanços e as gangorras espalhadas pelas árvores, e continuar apreciando a exuberante paisagem do Cerrado.

Os caminhos também levam a espaços destinados à reflexão, isoladamente ou em grupo, e que permitem o contato com a energia dos cristais na natureza, outra

riqueza da região.

O ecoturismo permite ao visitante uma série de experiências que aliam o conhecimento ao lazer. São diversas ações sustentáveis como aproveitamento da água

da chuva, minhocário, tratamento de dejetos e produção de hortaliças. A chácara abastece a pousada com produtos orgânicos e extraídos da natureza. Um dos

destaques é o jardim sensorial, com mais de cem plantas medicinais, condimentares e ornamentais.