terça-feira, 22 de maio de 2018

Com notas musicais, estudantes apresentam boné detector de obstáculos para deficientes visuais.

Igor Andrade
Estudante apresenta boné que emite notas musicais para deficientes visuais - Foto: Igor Andrade | Ag. A Tarde
Um dos principais benefícios da tecnologia é a possibilidade de novas criações que impactem diretamente na vida e no cotidiano das pessoas. E qual o melhor

lugar para apresentar esses avanços se não a Campus Party?

Pensando nisso, alunos do curso de engenharia elétrica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), apresentaram na área Open, um boné detector de obstáculos

para deficientes visuais. De acordo com os estudantes o objetivo é beneficiar diretamente a vida das pessoas. “Nosso objetivo principal é dar um retorno

para a sociedade”, garantem.

De acordo com os desenvolvedores do projeto, o boné irá beneficiar as pessoas que possuem alguma deficiência visual. Com sensores na frente e nos lados,

o boné emite notas músicas quando a pessoa se aproxima de algum objeto, permitindo que a pessoa desvie dele.

“O boné emite sinais ultrassônicos, quando identificado um objeto, o sinal bate e volta, quando retorna, emite uma nota musical. Se for ao meio, a nota

é Lá. No lado direito, Fá. Já o lado esquerdo a nota é Dó.”

Campus Party Bahia

Tô na Rua: músicos com deficiência visual fazem sucesso em banda no CE

Banda existe desde 2000. Tocam de tudo. Vão de Samba, Forró, Brega, Axé, MPB, São João, dentre outros ritmos.
Por G1 CE
Tô na Rua: Deficientes visuais formam banda de forró
A banda “Tô nem vendo” existe desde 1974, em Fortaleza, e toca samba, forró, brega, axé e MPB, entre outros ritmos. A formação atual, com o quarteto Waldecy

Costa, Waldalucia Costa, Francisco Costa e Cícero Quirino, está na ativa desde 2000. (veja no vídeo acima com o jornalista Almir Gadelha)

"Nós tocamos de tudo. Quem manda é o público. O que ele pedir nós vamos dá um jeito de tocar", conta o bem-humorado o sanfoneiro da banda Waldecy Costa.


Waldecy conta que a banda é também conhecida pelo nome de “Grupo Regional Asa Branca”. "Nós também somos conhecidos pelo nome de Asa Branca. O público

sempre pede essa canção do Luiz Gonzaga e virou nossa marca registrada. Aí, o pessoal acaba nos chamando de Grupo Asa Branca que é sempre muito bom", relata.


O grupo mora no Bairro Pirambu, em Fortaleza, e é fácil encontrá-los nas principais praças da região, como também no Mercado Central, Mercado São Sebastião

e na Avenida Beira Mar de Fortaleza.

Virada Cultural 2018 teve mais de 75 atrações com Libras e Audiodescrição

A 14ª edição do evento foi a mais inclusiva de todas
A 14ª edição da Virada Cultural, maratona cultural com música, teatro e dança, ocupou diversos pontos da cidade das 18h do sábado, dia 19 de maio, às 18h

de domingo, 20 de maio. Para incentivar a participação e inclusão das pessoas com deficiência, a Virada deste ano contou com mais de 75 atividades com

Libras e audiodescrição, disponibilizadas pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), com apoio do Itaú Unibanco.

Promovida pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), a Virada Cultural tem como objetivo estimular a convivência

em espaços públicos, convidando a população a explorar a cidade de São Paulo, seus equipamentos culturais e de lazer, com atividades artísticas gratuitas.


Entre os destaques da programação inclusiva teve o show da banda Rouge, no Vale do Anhangabaú. Já, no palco “Cabaré”, na Praça da República, se apresentaram

Dudé e a Máfia. No Boulevard São João, os shows do Nação Zumbi e Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá em Legião Urbana 30 anos tiveram todos intérpretes de

Libras.

Equipamentos públicos como centros culturais, casas de cultura e teatros também receberam Libras e audiodescrição. Na Biblioteca Mário de Andrade, foram

promovidas exibições de filmes, intervenções, apresentações de teatro e leituras dramáticas, como “Regina Duarte lê Caio Fernando Abreu” e ”!Ame-se quem

puder!” com a participação de Zezé Motta e Cida Moreira.

A celebração seguiu também na Chácara do Jockey, no palco “Domingo no Parque” com shows do Jota Quest, Paulo Miklos (ex-Titãs) e Projota, todos com tradução

para Língua Brasileira de Sinais.

“A acessibilidade na Virada Cultural de São Paulo garante a participação de toda a população nesta grande festa que estimula a cultura, a dança e a arte.

A cada edição estamos trabalhando para que mais pessoas possam participar e desfrutar plenamente do evento”, afirmou o secretário municipal da Pessoa com

Deficiência, Cid Torquato.

fonte s m p e d

Após protestos, MPF-AC recomenda adaptações em novo prédio de centro para cegos por falta de acessibilidade

MPF-AC afirma que prédio não possui nem mesmo vaga reservada para deficiente em estacionamento. SEE-AC informou que deve se posicionar posteriormente.

Por G1 AC, Rio Branco
Deficientes fecharam o cruzamento da Rua Osmar Sabino com a Avenida Ceará, em Rio Branco (Foto: Divulgação/Adev)
Após protestos,
 o Ministério Público Federal no Acre (MPF-AC) recomendou adequações no novo prédio do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência

Visual (CAP-AC) em Rio Branco.

O órgão afirma que fez uma inspeção e que o local não oferece acessibilidade a cegos ou pessoas com baixa visão.

A recomendação foi divulgada na sexta-feira (18). A reportagem tentou contato com a Secretaria de Educação do Acre (SEE-AC) e foi informado de que a gestão

deve se posicionar posteriormente. O órgão tem dez dias para comunicar ao MPF-AC o acolhimento das recomendações.

Ao G1, em
matéria publicada em 11 de maio,
a SEE-AC informou que o novo local foi adaptado conforme as recomendações do próprio MPF-AC. O órgão destacou que o Núcleo Estadual de Tecnologia Assistida

(Neta), como vai ser chamado o novo prédio, teve as calçadas adaptadas, serviços de drenagem e corredor acessível.

Apesar disso, o MPF-AC recomendou que os serviços não sejam transferidos do CAP-AC até que a nova sede tenha plena acessibilidade aos deficientes visuais.

Entre as medidas que devem ser adotadas está a definição de uma rota de desembarque acessível até o interior da unidade e eliminação de barreiras arquitetônicas

como degraus.

Os deficientes visuais
chegaram a fazer um abaixo-assinado online contra a mudança.
 O grupo afirma que o local é frenquentado por pessoas cegas há 22 anos e que possui valor histórico, cultural e social. Eles afirmaram que o local não

oferece acessibilidade para os deficientes, não tem parada de ônibus próxima, entre outras reclamações.

Deficientes visuais decidiram fazer abaixo-assinado online contra mudança para novo prédio em Rio Branco (Foto: Reprodução/Avaaz.org)
Esses problemas também foram encontradas pelo MPF-AC que durante a inspeção constatou a falta de piso tátil, corrimão ou anteparo nas passarelas e também

de vaga reservada aos deficientes no estacionamento.

Ainda entre as recomendações, o MPF-AC orientou que a secretaria, junto a outros órgãos, disponibilize um espaço com pavimentação de calçada, instalação

de rampas, faixa de travessia de pedestres e semáforo com sinal sonoro.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Motoristas de ônibus de Itu experimentam sensações de pessoas com deficiência

Mais de 120 motoristas das concessionária Viação Itu, Avante e VB Transporte participaram na sexta-feira (27/04) da palestra “Acessibilidade no Transporte

Coletivo”, ministrada por Lilian Damiana de Almeida Ribeiro, presidenta do Conselho Municipal de Atenção à Pessoa com Deficiência de Itu. Após a palestra,

os funcionários das empresas participaram de uma dinâmica de sensibilização que incluiu experiências como o uso de cadeira de rodas, muletas, falta de

mobilidade em membros e ainda simulações de perda total de visão. “Sou motorista há 19 anos e hoje pude sentir como é a vida de uma pessoa cega. Vendado,

você perde a noção de espaço, de onde está. É uma sensação ruim demais”, afirma Flávio Pereira da Silva, que teve os olhos vendados totalmente.

Silva enfatizou que a palestra, com duração de uma hora e meia, mais a dinâmica de sensibilização, lhe trouxe mais conhecimento sobre os direitos das pessoas

com deficiência (PCA) e também sobre os deveres. “A iniciativa é excelente e demonstra que as empresas estão se preocupando mais com a inclusão social”,

afirmou o vereador Rodrigo Macruz, que esteve na Sala de Treinamento da garagem da Viação Itu, onde foram realizados os eventos, um no período da manhã

e outro à tarde.

A palestrante Lilian, que trabalha há 23 anos com PCAs, falou sobre a lei 13.143, de 2015, que instalou no Brasil o novo Estatuto da PCA e destacou que

é necessário, antes de mais nada, quebrar preconceitos para socializar. “Além de esclarecer diversos pontos da legislação, precisamos lembrar que os preconceitos

existem e precisam ser quebrados. É a única maneira de socializar as PCAs e fazer a inclusão social deles na comunidade”, argumenta.

Segundo ela, é preciso estar atento à abordagem correta das PCAs no transporte coletivo pois a própria pessoa com deficiência já carrega com ela os seus

preconceitos pois, em algum momento, foi estigmatizada pela própria família ou sociedade. “O motorista ou qualquer outra pessoa precisa, em primeiro lugar,

perguntar se a PCA quer ajuda ou não. O respeito vem em primeiro lugar e, antes de tocar na pessoa ou na cadeira de rodas, por exemplo, que é uma extensão

do corpo do cadeirante, saber se ele permite”, diz.

Lilian explicou também que quando já existe um cadeirante dentro de um ônibus ocupando o espaço reservado a ela e outro cadeirante queira usar o mesmo

veículo, o motorista tem de explicar que ela pode optar por usar o mesmo ônibus, desde que aceite ser colocada em outro banco e com a cadeira de rodas

dobrada ao lado. “A PCA tem o direito de aceitar ou não. Caso aceite, tem de ficar sentada e, em hipótese alguma pode ser permitido que a pessoa permaneça

dentro do veículo sem estar sentada. Se ela não aceitar, tem de esperar outro ônibus”, esclarece.

A maior dificuldade que ela notou, após a conversa com os motoristas, ocorrem na hora do embarque e desembarque de PCAs. “Um dos motoristas citou que,

algumas vezes, um grupo de usuários do transporte e demais pessoas que estão perto dos pontos fazem pressão para que a pessoa seja levada. Ele me contou

que em um caso, quando o elevador estava quebrado, os usuários carregaram a pessoa para dentro do ônibus e praticamente o obrigaram a levar. É uma situação

muito delicada pois, durante o percurso, os usuários foram descendo do veículo e, no final, ele ficou sozinho para tirar o PCA de dentro do ônibus, o que

é um risco para ele e para o próprio deficiente”, argumenta.

Segundo ela, em casos semelhantes, o motorista não deve aceitar a pressão popular e, em caso de ameaça de agressão, deve imediatamente acionar a polícia.

“Sabemos que existem a maioria das PCAs tem boa índole mas também tem muitas PCAs maldosas e que se esquecem também que, se têm os seus direitos, também

têm os seus deveres”, salienta.
Dinâmica de sensibilização

Os motoristas participaram da dinâmica de sensibilização e puderam sentir as dificuldades que cada pessoa com deficiência possui. “É sempre bom a gente

se colocar no lugar do outro. Com a dinâmica, quisemos mostrar que ninguém vive sozinho em sociedade e há a necessidade de interação para que a inclusão

e a acessibilidade sejam promovidas”, diz. Um dos motoristas, sentado em uma cadeira de rodas, serviu café para os demais participantes, enquanto outros

profissionais tentaram ajudar outros motoristas que foram vendados e outros que tiveram os braços amarrados.
fonte Jornal Periscópio

Espetáculo que aborda inclusão de pessoas com deficiência será apresentado no Teatro da Instalação, no AM

Grupo Jurubebas de Teatro lança "Menino TK". Apresentações ocorrem nos dias 23 e 24 de maio.
Por G1 AM
O espetáculo teatral "Menino TK" será lançado no Teatro da Instalação, em Manaus. As apresentações ocorrem nos dias 23 e 24 de maio. A obra aborda inclusão

de pessoas com deficiência por meio da história de um pássaro que nasceu sem asas.

O protagonista é o pássaro TK, que passa a ver a vida a partir de suas limitações, procurando sempre quebrar barreiras do convencional.

"Buscamos dentro deste processo entender quais limitações todos temos e de que forma poderíamos ressignificar-las e criar a partir disso um ponto de vista

diferente", explica Felipe Maya Jatobá, que assina a direção, a dramaturgia e os figurinos do espetáculo.

Serviço
Lista  de 5 itens
·O que é: Espetáculo "Menino TK", do Grupo Jurubebas de Teatro
·Onde: Teatro da Instalação, rua Frei José dos Inocentes, Centro
·Quando: Dias 23 e 24 de maio, às 19h
·Quanto: R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira)
·Classificação: 10 anos
fim da lista
 fonte g1

Botucatu reconhece visão monocular como deficiência visual

Lei assegura a quem tem o problema os mesmos direitos previstos na legislação municipal para as pessoas com deficiência

da Câmara de Botucatu

A fria noite de 16 de abril terminou com uma vitória para quem estava esperando a votação do Projeto de Lei 0015/2018. De iniciativa do vereador Abelardo

(PMDB), ele reconhece como deficiência visual, no âmbito do município de Botucatu, a visão monocular, nos termos da Lei Estadual nº 14.481, de 13 de julho

de 2011 e foi aprovado por unanimidade.

Em outras palavras, assegura a quem tem o problema os mesmos direitos previstos na legislação municipal para as pessoas com deficiência.

“Quem tem visão monocular sofre com frequentes colisões em objetos e/ou pessoas, tem dificuldades para subir e descer escadas e meio-fios, cruzar ruas,

dirigir, praticar esportes, além de outras atividades da vida diária, ou seja: eles demandam cuidados especiais da sociedade. Nós estudamos o assunto,

visitamos outras cidades para conhecer como essa questão é tratada e hoje conseguimos aprovar esse projeto, que é um avanço para as pessoas que vivem em

Botucatu”, explica Abelardo.

A Organização Mundial de Saúde classifica a visão monocular como aquela em que o paciente com a melhor correção tem visão igual ou inferior a 20/200, caracterizando

a “cegueira legal”. Ela reduz em aproximadamente 25% o campo de visão e a orientação espacial, aquela que depende do bom funcionamento dos dois olhos,

o que causa, entre outras coisas, as dificuldades citadas pelo vereador.

fonte
www.botucatu.sp.gov.br